• Novembro de 2017
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Varejo de material de construção tem desempenho estável em fevereiro

As vendas no varejo de material de construção ficaram estáveis no mês de fevereiro, com relação a janeiro de 2016. Na comparação com fevereiro do ano passado, o desempenho ficou 2% abaixo. Já no acumulado do ano, a retração foi de 4%.

Os dados são do estudo mensal realizado pelo Instituto de Pesquisas da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), com o apoio da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), Instituto Crisotila Brasil, Associação Nacional de Fabricantes de Cerâmica para Revestimento (Anfacer) e Sindicato Indústria Artefatos de Metais Não-ferrosos de São Paulo (Siamfesp). O levantamento ouviu 530 lojistas, das cinco regiões do país, entre os dias 23 a 29 de fevereiro. A margem de erro é de 4,3%.

Segundo a pesquisa, os resultados apresentados no mês foram diferentes nas cinco regiões do país. O Centro-oeste, o Norte e o Nordeste, por exemplo, tiveram crescimento de 18%, 10% e 4%, respectivamente. Já o Sul e o Sudeste registraram retração de -2% e -5%.
– Esse é um comportamento atípico do consumidor, mas que já mostra que, em algumas regiões do país, os clientes não estão mais conseguindo adiar as obras. Várias áreas do Norte e Nordeste tiveram chuvas volumosas em janeiro, a mesma coisa no Centro-oeste, onde as chuvas chegaram mais no fim do mês e acabaram piorando a situação daquela infiltração no teto, na parede, ou mostrando que aquela telha quebrada não pode segurar mais tempo. É natural que o consumidor adie obras em períodos de crise, mas reforma não é algo que se pode adiar por muito tempo – declara o presidente da Anamaco, Cláudio Conz.

Para ele, o feriado do Carnaval, que diminuiu o número de dias úteis em fevereiro, também influenciou o resultado das vendas.
– Historicamente, sempre temos um início de ano mais lento, pois muitas escolas só voltam as aulas em fevereiro e março. Criança em casa é um outro fator que atrapalha a reforma – completa.

No levantamento por categorias, cimento foi o que apresentou resultado mais positivo, com crescimento de 4% no período, seguido de revestimentos cerâmicos e tintas (2%), louças e metais sanitários (1%). Fechaduras e ferragens apresentaram índices muito próximos de janeiro e fecharam o mês com desempenho estável. Já telhas de fibrocimento retraíram 6%.
Os lojistas entrevistados acreditam que vão recuperar parte das vendas já em março.
– Centro-oeste e Nordeste foram as regiões mais otimistas, com 65% e 51% dos entrevistados afirmando que vão vender mais do que em fevereiro. Com isso, essas regiões também estão mais propensas a contratar novos funcionários no período – explica Conz.

O estudo também revelou que, desde janeiro de 2015, prevalece o pessimismo do setor com relação às ações do governo.
– Ainda assim, 27% dos lojistas pretendem fazer novos investimentos nos próximos 12 meses – completa o presidente da Anamaco.

O varejo de material de construção fechou 2015 com retração de 5,8%, na primeira retração registrada pelo segmento nos últimos 12 anos. A Anamaco, no entanto, espera que 2016 seja um ano de recuperação.
– Sabemos que o primeiro trimestre será difícil, mas que, a partir de abril e maio, temos boas perspectivas de crescimento. A expectativa inicial é a de fecharmos 2016 com faturamento 6% superior ao de 2015 – finaliza Conz.

A Anamaco também informa que está finalizando os estudos para alterar o método de cálculo do faturamento do setor, em razão das novas medições introduzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em seus índices. Um estudo prévio, a ser finalizado em março, apontou que o varejo de material de construção teve um faturamento de R$ 115 bilhões em 2015.

Alta de apenas 0,05% em SP é resultado da baixa atividade da construção civil
O Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil do estado de São Paulo nas obras incluídas na desoneração se manteve estável com leve alta de 0,05% em fevereiro, de acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP). No período, o CUB representativo da construção paulista (RN-8) ficou em R$ 1.145,68 por metro quadrado. Em 12 meses foi apurada alta de 4,82%.

Dentro da composição do indicador, os custos médios com materiais de construção subiram 0,06% em fevereiro, enquanto os com mão de obra aumentaram 0,04% e os administrativos indicaram estabilidade.
– A estabilidade do CUB reflete a baixa atividade da construção e, consequentemente, a reduzida demanda por insumos, de um lado, e a queda do nível de emprego no setor, de outro. Não se vislumbra uma mudança neste cenário nos próximos meses – comenta o vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan.

Nas obras não incluídas na desoneração da folha de pagamentos o CUB também apresentou acréscimo de 0,05% em fevereiro, totalizando R$ 1.232,70 por metro quadrado.

Na mesma base de comparação, foi registrada alta de 0,06% nos materiais de construção, acréscimo de 0,04% nos custos com mão de obra e estabilidade nos administrativos. Em 12 meses, o indicador apresentou alta de 4,95%.

Em fevereiro, nenhum insumo da construção pesquisados pelo SindusCon-SP registrou elevação superior do IGP-M, que no período subiu 1,29%.

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