• Setembro de 2018
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Apesar da crise, Polo Industrial de Manaus ainda atrai novos negócios

Quando, no fim de 2012, alguns empresários e analistas de mercado observaram a queda de 5,31% no volume de investimentos produtivos e a deterioração de 8,65% no faturamento do Polo Industrial de Manaus (PIM), logo notaram que algo não ia bem na indústria local. Já naquele momento, a baixa resposta do emprego formal às variações da demanda produzida; o esgotamento dos ganhos sobre a oferta de força de trabalho; e a conjuntura econômica internacional adversa; eram os “primeiros sinais” que resultariam no quadro econômico recessivo atual.

A despeito de todos esses indícios que despontavam naquele momento, o Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus (CAS) permaneceu firme em aprovar projetos de diversificação e novos investimentos fabris que, no cômputo geral dos analistas, por conta do grau de dependência da região ao modelo industrial implantado, representam uma boa saída em época de ajuste fiscal e desaceleração econômica.

“A chegada desses investimentos, longe de ser ideal, é determinante para que em longo prazo o setor industrial permaneça como o maior gerador de empregos e renda no Estado. Ainda há muitos gargalos na indústria, sem dúvida, mas.

Superação

Questionada sobre uma possível redução na atratividade por novos investimentos, a titular da Suframa, Rebecca Garcia, fez questão de frisar o caráter impactante da crise econômica, mas garantiu que a autarquia não tem observado redução no volume de novos investimentos no PIM. Segundo ela, o número de projetos de implantação aprovados pelo CAS subiu de 34, em 2014, para 58 projetos no ano passado.

“A previsão de mão de obra desses projetos alcançou mais de 1,6 mil postos de trabalho em 2014 contra 3.311 empregos em 2015. Além disso, o total de investimentos fixos pulou de US$ 60.6 milhões, em 2014, para US$ 390.3 milhões em 2015. A crise ainda não acabou e ela não será a última. Por isso, precisamos construir uma indústria cada vez mais fortalecida e dinâmica para que possamos sentir menos impacto quando enfrentarmos, novamente, momentos como este”, esclareceu.

A superintendente destacou ainda que, em conjunto com o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), ações estratégicas já estão sendo adotadas, entre elas o direcionamento do polo para um perfil mais exportador e uma maior celeridade na análise e aprovação dos Processos Produtivos Básicos (PPBs). “Os PPBs são essenciais para atração de investimentos”, frisou.

US$ 9.6 bi em três anos

A chegada garantida de novos projetos fabris aprovados pelo CAS ao longo dos últimos três anos vão injetar algo que supera os US$ 9.6 bilhões em investimentos fixos, além de representar a abertura de um número formidável de empregos diretos e indiretos ao longo dos próximos três anos no PIM. Apesar disso, a conquista vai de encontro à tendência mais cautelosa das empresas já instaladas por aqui de ampliar os investimentos produtivos.

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