• Novembro de 2017
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Preços nos supermercados sobem mais que inflação oficial em BH

Os preços dos produtos nos supermercados da capital mineira tiveram alta de 3,5% nos primeiros dias de fevereiro em relação ao mesmo período de janeiro. A informação foi levantada após uma pesquisa com 159 itens em 16 supermercados de Belo Horizonte. O índice é quase o dobro da inflação oficial, medida pelo IBGE, registrada em 1,27%.

As maiores variações de preço estão no grupo dos produtos de higiene. Com 21 itens pesquisados, a alta média foi de 7,21%. Logo em seguida, com alta de 3,63% estão os produtos de limpeza, numa lista com 33 itens. O grupo alimentação tem uma lista de 105 produtos e registrou alta média de 2,66%.

Algumas marcas de feijão carioquinha registraram aumento de 45,64%. O sabão de coco chegou a registrar 35,60% de aumento e o creme dental subiu 23,45%. Alguns produtos apresentaram queda no período como o vinagre de vinho, com redução de 18,35% e a água sanitária, com queda de 6,87%.

Outro dado levantado na pesquisa foi a variação de preços de um supermercado para outro que pode ultrapassar os 120%. Como é o caso do sal refinado - variação de 123,36% - e do sabão em pó, com 120,37%.

A pequisa foi realizada pelo Procon da Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) entre os dias 1º e 2 de fevereiro.

Anual
Em 2015, a inflação de Belo Horizonte teve alta de 11,82%, segundo cálculos da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis (Ipead), ligado à UFMG. Este índice, o maior em 20 anos, superou o teto da mesta estipulada pelo Banco Central, que era de 6,5%. Em 2014 o índice de inflação registrado na capital mineira foi de 6,91%

A grande vilã do aumento de preços foi a cesta básica com alta de 18,28% no período de 12 meses. O valor da cesta, composta de itens, bateu na casa dos R$ 385,78, o que comprometeu quase a metade - 48,96% - do salário mínimo, que em 2015 era de R$ 788.

Em todo o país os maiores aumentos foram da energia elétrica, com 51%, e a gasolina, com variações que chegaram a mais de 70% como em Curitiba e São Paulo.

Fonte: Blasting News

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