• Outubro de 2017
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Comércio: Móveis e eletrodomésticos mantém queda

O Sindicato do Comércio Varejista de Material Elétrico, Eletrônicos e Eletrodomésticos do Rio de Janeiro (Simerj) analisou a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta terça (16), pelo IBGE. “As informações favoráveis dos últimos meses para o volume de vendas do comércio de fato se mostraram como circunstanciais e o resultado de dezembro apresentou queda expressiva tanto em relação ao mês anterior (-2,7%) quanto em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a PMC, o país em 2015 amargou uma queda de 4,3%. Considerando o comércio varejista ampliado, que inclui Veículos e Motos, Partes e Peças, além de “Material de Construção", este percentual dobra”, afirma Antônio Florêncio, presidente do Simerj.

O grupo “Móveis e Eletrodomésticos” apresentou uma queda de 14% no ano passado e em dezembro (8,7%) devolveu toda alta observada nos três meses anteriores, percentuais que surpreenderam positivamente como dito nas últimas análises do sindicato. Com este resultado, o curso de deterioração do setor por conta da forte redução da renda e do aumento do desemprego, além da dificuldade no crédito, segue a tendência já alertada pelo Simerj.

“Já no Rio de Janeiro a queda no ano passado foi de 3,2%. O Estado tinha até o início de 2015 uma trajetória mais favorável em relação àquela observada no indicador nacional. Durante os meses seguintes, porém, a desaceleração também foi observada e mesmo com a curva um pouco acima, a tendência também é de queda para nós”, explica o especialista.

Na categoria “Móveis e Eletrodomésticos” no Rio de Janeiro, foi observada uma queda de 16,4%. “Ou seja, o ritmo de deterioração em relação ao ano de 2014 manteve-se o mesmo. A surpresa havia sido o dado recente observado pelo indicador nacional, já que não há dado dessazonalizado para o estado. Assim, observamos que mesmo com o dado geral regional estando melhor, especificamente para o setor, há uma trajetória de piora mais significativa quando comparada ao dado nacional. Janeiro já passou e pode ter tido algum impacto positivo por conta das promoções. Nos meses seguintes, porém, os empresários terão que ter cautela redobrada”, finaliza Antônio.

Fonte: Divulgação