• Novembro de 2017
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Indústria têxtil aposta no comércio exterior para voltar a crescer

O setor têxtil voltará a crescer com o aumento das exportações e com a substituição de importados na indústria nacional, prevê Rafael Cervone, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). “Acreditamos que, em 2016, teremos uma substituição de importações de produtos têxteis, de aproximadamente 200 mil toneladas; e de 200 milhões de peças, no que diz respeito ao setor de vestuário”, explica Cervone.

O presidente também falou sobre as ações de fortalecimento da produtividade e competitividade nacional, que visam o futuro e a inovação do setor. “Neste ano, daremos ainda mais ênfase a iniciativas que fazem parte do Têxtil 2030, como a Indústria mais Competitiva, a Cadeia Global de Valor e a Confecção do Futuro.”

A Abit divulgou os dados do setor referentes ao ano de 2015 e a perspectiva da entidade para 2016. A associação também apresentou sua agenda e seus projetos para este ano, e suas prioridades junto ao Congresso e o Executivo.

Em 2015, as importações de têxteis e confeccionados tiveram queda de 17,4% (US$ 5,85 bi) e as exportações diminuíram 8,2% (US$ 1,08 bi). Já o déficit na balança comercial foi de US$ 4,8 bi, número 18,6% menor que o registrado em 2014 (US$ 5,9 bi), em que as importações tiveram um aumento de 4,8% (US$ 7,08 bi) e as exportações apresentaram queda de 6,7% (US$ 1,18 bi). Para 2016, a perspectiva é de o déficit da balança comercial seja de US$ 3,4 bi, com uma queda de 22,4% (US$ 4,5 bi) nas importações e um aumento de 1,5% (US$ 1,1 bi) nas exportações do setor.

Produção

A produção física do segmento têxtil no ano passado teve queda de 14,5% (1,9 mi de toneladas) e a do vestuário, de 10% (5,5 bi de peças). Em 2014, esta queda foi de 3,2% (2,2 mi de toneladas) e de 6,6% (6,15 bi de peças). Para 2016, a perspectiva é de haja um aumento de 9% (2,08 mi de toneladas) e uma queda de 1,8% (5,4 mi de toneladas) no segmento de vestuário.

O varejo de vestuário apresentou queda de 8% (6,45 bi de peças) e em 2014, a queda foi de 1,1% (7 bi de peças). Para 2016, a perspectiva é de haja uma queda de 4,8% (6,15 bi de peças) no varejo de vestuário).

O faturamento do setor têxtil e de confecção brasileiro em 2015 foi de R$ 121 bi (US$ 36,2 bi), valor 3,9% menor que o de 2014, em que o número foi de R$ 126 bi (US$ 53,6 bi). Para 2016, a perspectiva é de que o faturamento do setor têxtil e de confecção brasileiro seja de R$ 127 bi (US$ 30,9 bi), o que significa um aumento de 4,9% em relação a 2015.

Quanto aos empregos, em 2015, o setor têxtil e de confecção apresentou uma perda de 100 mil postos de trabalho, número 376% maior que o de 2014, em que o setor perdeu 21 mil postos. Para 2016, a perspectiva é de haja uma estabilidade.

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