• Setembro de 2018
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O que o varejo brasileiro pode aprender com a NFR 2016?

Neste ano, os empresários que participaram da NRF 2016 tiveram o privilégio de conhecer as mais novas tecnologias e importantes tendências do varejo. A NRF está na sua 105ª edição, número que demonstra a liderança e o protagonismo do varejo americano.

Durante o congresso pudemos entender como essas novas tecnologias ou o aperfeiçoamento das tecnologias que já utilizamos já influenciam ou definitivamente influenciarão a decisão de compra dos consumidores.

O Brasil atravessa um período de dificuldades na economia que afeta e impacta negativamente o varejo, pois resulta numa diminuição do consumo. Porém, as pessoas continuam consumindo, consomem menos, mas ainda consomem, o que precisamos aprender é como fazer com que mais consumidores comprem nas nossas lojas.

Os empresários que têm mais quilômetros rodados já passaram por muitas crises, certamente alguma delas mais agudas do que a atual. O que estamos passando hoje é por um momento onde o pessimismo é mais grave do que a crise e a alimenta e a aprofunda ainda mais.

O que se viu na NRF é que as empresas devem utilizar ao máximo as ferramentas de gestão, mesmo quando a economia passa por períodos favoráveis. Nos momentos de crise, como os que estamos enfrentando, os ajustes dos controles devem ser ainda mais afinados.

A importância da capacitação continuada dos colaboradores, pois nas lojas físicas eles são a linha de frente, é fundamental para o período. Devemos ter metas e objetivos definidos e conhecidos por todos. A equipe precisa acreditar nos valores da empresa. O vendedor deve se tornar um especialista naquilo que vende, quanto melhores e mais eficientes, maiores serão os resultados.

A utilização da tecnologia pelo varejo foi o assunto mais abordado na NRF. Mesmo levando em conta que a nossa realidade é diferente da do varejo americano, que a situação do pequeno varejista brasileiro é mais distante ainda, muitas coisas deveremos levar em conta e nos prepararmos para as mudanças que virão, queiramos ou não.

As transformações que estão acontecendo, como exemplo, nos sites de busca, nos sites coletivos de venda e nas redes sociais impactarão fortemente nossas vendas, pois os consumidores cada vez mais utilizam a internet para decidirem, onde e como comprar.

O consumidor não aceita mais o atendimento engessado, isto é, ele é quem quer decidir de que forma ele quer conhecer, comprar, pagar e receber a mercadoria. Se é pela internet, na loja ou se utilizando das duas formas.

Não podemos esquecer que os jovens de hoje já nasceram ou cresceram utilizando a tecnologia. Os computadores, os tabletes e especialmente os smartphones fazem parte da vida da maioria. Esses equipamentos e essa tecnologia serão utilizados cada vez mais pelos consumidores, antes de tirarem o dinheiro do bolso.

Não é mais possível pensar nas nossas lojas sem nos prepararmos para esses futuros consumidores. A certeza que fica é que nossas lojas deverão se reinventar constantemente, aqueles que quiserem continuar deverão ter como lema: A mudança é a nossa tradição.

Mauricio Stainoff é presidente da FCDLESP – Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo

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