• Novembro de 2018
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Varejistas globais geram receita de US$ 4,5 trilhões

Juntas, as 250 maiores varejistas globais geraram uma receita de US$ 4,5 trilhões no ano fiscal de 2014 (de junho de 2014 a junho de 2015) representando um crescimento de 4,3% em relação a 2013, cujo aumento havia sido de 4,1%. Os dados são do estudo Global Powers of Retailing 2016: Navegando a nova divisão digital, da Deloitte, realizado em conjunto com a STORES Media. O resultado do levantamento sinaliza ventos positivos para o setor.

No entanto, o resultado varia de acordo com a região. Varejistas na América do Norte e da África/Oriente Médio obtiveram incremento de receita em 2014, enquanto as da Ásia, da Europa e da América Latina registraram queda contínua dos números. Neste ranking, duas empresas brasileiras estão em destaque: a Lojas Americanas, que ocupa o 143º lugar, e a Magazine Luiza, em 217º. A segunda companhia, por sinal, destaca-se por ter subido 30 posições na pesquisa em relação à 2014, primeira vez que apareceu no ranking.

“Apesar do momento econômico desfavorável, as varejistas brasileiras conseguiram assegurar sua presença no levantamento global e ainda melhorar seu desempenho na avaliação em relação ao ano anterior. Isso nos deixa muito otimistas”, afirma Reynaldo Saad, líder da Deloitte para a indústria de varejo e bens de consumo.

Era digital

O estudo também destaca o impacto da tecnologia sobre as compras nas lojas físicas, indicando a crescente conectividade digital dos compradores. O comportamento digital e a expectativa dos consumidores estão evoluindo mais rápido do que os varejistas se mostram capazes de atender tais demandas, diz o relatório, criando uma ruptura digital.

Com isso, o levantamento indica algumas tendências importantes que podem levar o varejista a obter mais sucesso nos negócios. Uma delas é que não há um único caminho para a adoção digital. Alguns mercados emergentes, por exemplo, estão pulando etapas de adoção anteriormente vivenciadas pelos mercados desenvolvidos.

Também foi concluído que um formato digital não atende a todos os clientes. O comportamento digital varia de acordo com fatores demográficos, como idade, renda e com o tipo de produto que está sendo procurado. Por fim, os consumidores estão exigindo melhores ferramentas digitais. Eles estão se sentindo insatisfeitos e carentes com as atuais ofertas digitais disponibilizadas por grande parte dos varejistas.

"Atualmente, há uma diferença entre o desejo dos consumidores e entrega dos varejistas em termos da evolução do mundo digital e na experiência de compra na loja", diz Vicky Eng, líder global do setor de varejo da Deloitte. "Alguns varejistas subestimam a influência digital, enquanto outros reconhecem a real oportunidade de capitalizar sobre essa ruptura digital", finaliza Vicky Eng.

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