• Novembro de 2017
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Magazine Luiza dá início à reestruturação e reduz quadro de funcionários

O novo presidente do Magazine Luiza, Frederico Trajano, mal acabou de assumir o comando da empresa e já arregaçou as mangas. Para tornar a rede mais eficiente e enxuta – o varejo terá mais um ano difícil pela frente -- a companhia está reduzindo o quadro de funcionários. As demissões começaram hoje e devem seguir até amanhã. Entre os demitidos está Luis Paulo Maia, diretor comercial do e-commerce da rede. A agenda dos principais executivos está bloqueada para compromissos nesta terça e quarta-feira, provavelmente por conta das demissões que eles devem comandar. A empresa confirma as demissões, mas explica que elas estão restritas à área administrativa. As lojas não serão afetadas.

Esse enxugamento é reflexo do trabalho da Galeazzi&Associados, em curso desde o segundo semestre do ano passado. A consultoria foi contratada para ajudar o Magazine a tornar sua operação mais eficiente e lucrativa. Os consultores da Galeazzi passaram os últimos meses analisando em minúcia cada gasto da companhia. A metodologia utilizada é a do orçamento base zero. Como o nome sugere, todos os custos são revistos a partir do zero, sem tomar como referência o ano anterior. O Magazine tem revisto contratos de aluguel e com transportadoras, racionalizado o uso de energia e reduzido benefícios dos executivos. Os diretores, por exemplo, não viajam mais de classe executiva. A consultoria sugeriu que algumas áreas menos estratégicas sejam extintas, enquanto outras devem ser unificadas.

Segundo o último balanço da varejista, o volume de vendas entre janeiro e setembro do ano passado foi 10,6% menor do que o do ano anterior. Com vendas mais fracas, a companhia registrou um prejuízo líquido de R$ 19,1 milhões no período. O desempenho fraco reflete uma conjuntura econômica complicada. E não é exclusividade do Magazine Luiza. Outras empresas de varejo têm divulgado resultados ruins. Com preços e desemprego em alta e crédito escasso e mais caro, o varejo – especialmente aquele que vende bens duráveis como eletroeletrônicos e eletrodomésticos – amarga queda nas vendas. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que entre janeiro e novembro de 2015 as vendas do varejo caíram 4%. Já as vendas do setor de móveis e eletrodomésticos sofreram uma queda de 13,5%.

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