• Outubro de 2017
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Intenção de consumo das famílias cai 2,1% em agosto, diz CNC

As famílias brasileiras estão pretendendo comprar menos. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a intenção de consumo teve queda de 2,1% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Já em relação a julho de 2014, o índice ficou quase estável, com pequena elevação de 0,2%, após quedas consecutivas desde janeiro.

“No mês passado, vários quesitos atingiram o mínimo da série. Então, é natural que não tenha tido uma queda tão brusca. Não significa [o resultado] uma recuperação na confiança, mas um momento de indiferença”, explicou a economista do CNC Juliana Serapio.

Em julho, o item de consumo de bens duráveis teve a maior queda na comparação anual (-13,4%) e registrou novamente o menor patamar da sua série histórica. Segundo Juliana, na ocasião, o comportamento refletiu o encarecimento do crédito. “A taxa de juros para pessoas físicas atingiu, em sua última divulgação, o maior valor desde julho de 2011”, concluiu Serapio.

A análise do acesso ao crédito apresentou o menor nível da série histórica, queda de 2,8% na variação mensal, e recuou de 3,9% em relação ao mesmo período do ano passado, informou a CNC.

Expectativa do varejo

O resultado fez a confederação revisar mais uma vez para baixo a expectativa de vendas no varejo de 4,5% para 4%. Em julho, houve revisão de 4,7% para 4,5%. Ainda de acordo com a economista, a expectativa da CNC para o ano é que a intenção de consumo das famílias se mantenha estável.

“Nesse último dado do IPCA [inflação oficial do país], a gente teve deflação tanto nos alimentos quanto desaceleração dos serviços, que são dois grupos muito pesados para as famílias. O principal que deve ser visto é o comportamento do dólar, porque ele está sendo administrado através de swaps cambiais [permuta de taxa de variação cambial por taxa de juros pós-fixados]. Caso haja algum choque que não possa ser contornado, esse dólar possivelmente mais alto pode afetar a inflação. E esse é um risco que a gente não consegue medir tanto”, concluiu.

Emprego

Ainda de acordo com a confederação, componentes que formam a análise sobre mercado de trabalho mostraram leve elevação, 0,5% em comparação com o mês anterior. Em relação a agosto de 2013, houve queda de 2%.

A análise da perspectiva profissional teve crescimento, no entanto, de 0,8% em comparação com julho, e recuo de 3,2%, em relação a agosto de 2013. Segundo Serapio, os maiores ajustes que poderão melhorar esse resultado só deve ocorrer em 2015.

Segundo a CNC, embora o desemprego permaneça baixo, existem indícios de enfraquecimento na geração de vagas.

Fonte: G1