• Setembro de 2018
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Ibevar prevê queda real de pelo menos 1,5% em venda no varejo ampliado no 1º tri

As vendas reais do varejo ampliado devem cair pelo menos 1,5% no primeiro trimestre de 2016 na comparação com o quarto trimestre de 2015, conforme pesquisa do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (Ibevar) e do Programa de Administração do Varejo da Fundação Instituto de Administração (Provar/Fia). A projeção é feita com base em dados da intenção de compra dos consumidores para os primeiros meses do ano.

O valor médio que os consumidores da cidade de São Paulo estão dispostos a gastar com bens duráveis ao longo do primeiro trimestre deste ano é 33% menor do que o do mesmo período do ano passado, conforme a pesquisa. A expectativa dos consumidores que esperam fazer compras de bens duráveis é gastar até R$ 1,8 mil, ante R$ 2,7 mil no primeiro trimestre de 2015.

Para o presidente do Ibevar, Claudio Felisoni de Angelo, o efeito pode ser explicado por uma queda na intenção de comprar bens de valor mais alto. Os produtos que os consumidores ainda procuram são aqueles de tíquete médio menor, como vestuário e cama, mesa e banho enquanto cai a intenção de gasto com linha branca e móveis, por exemplo. Para o pesquisador, essa queda na intenção de gasto deve ainda pressionar o varejo a realizar mais promoções e descontos para atrair vendas no período.

A intenção de compra dos consumidores da cidade de São Paulo para o primeiro trimestre do ano sofreu queda na comparação com 2015. O índice de consumidores que pretende efetuar a compra de algum bem durável entre janeiro e março é de 41,2%. O montante é 8,4 pontos porcentuais menor que o do mesmo período do ano passado. O indicador para o primeiro trimestre de 2016 aponta, porém, uma melhora no ânimo dos consumidores em relação ao final do ano passado. O indicador é 6,8 pontos porcentuais mais alto que o do quarto trimestre de 2015.

A pesquisa mostra uma queda na intenção dos consumidores de usar crediário, enquanto mais famílias estão buscando poupar parte do orçamento. Na avaliação de Felisoni, esse efeito está sendo provocado por uma expectativa ruim em relação ao futuro. O levantamento mostrou que cresceu em relação ao quarto trimestre do ano passado a expectativa de que o desemprego aumente. "As pessoas empregadas atribuem uma chance maior de se tornarem desempregadas e aqueles que não têm emprego consideram mais difícil a possibilidade de encontrar emprego", declarou.

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