• Novembro de 2017
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Varejo paranaense se recupera em outubro na comparação com setembro

O Dia das Crianças ajudou o desempenho do varejo no mês de outubro. Segundo a Pesquisa Conjuntural da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio PR) as vendas do comércio foram 2,36% melhores do que em setembro. Os setores mais beneficiados pelas vendas de presentes foram os que comercializam produtos para o público infantil, entre eles, livrarias e papelarias (20,18%), lojas de departamentos (18,71%), supermercados (9,14%), móveis, decorações e utilidades domésticas (7,41%), vestuário e tecidos (4,74%) e calçados (2,17%).

No entanto, na comparação com outubro de 2015, houve queda de -15,29% no comércio em geral. Apenas os setores de livrarias e papelarias e supermercados tiveram aumento no faturamento, de 15% e 7,64%, respectivamente. Estes também são os únicos ramos do varejo em alta no acumulado do ano, sendo que as vendas dos supermercados ampliaram 7,08% de janeiro a outubro e das livrarias e papelarias, 7,04%.

Os dados positivos dos supermercados no Estado são puxados pelo desempenho do setor em Curitiba, que cresceu 10,08% no acumulado do ano. Cabe destacar que a pesquisa da Fecomércio PR não inclui os hipermercados que, além de produtos alimentícios, higiene e limpeza, comercializam eletrodomésticos e eletrônicos. Em algumas regiões do interior, tais como Londrina (-1,97%) e Sudoeste (-1,82%), o segmento supermercadista está negativo pelo fato de que o consumidor passa a comprar itens mais baratos, comportamento característico em época de crise.

As livrarias e papelarias estão mais movimentadas por causa da venda de livros para adolescentes e livros de pintura para adultos. No caso da capital, as livrarias têm realizado muitos eventos com a presença de escritores famosos, o que elevou as vendas em relação ao mesmo mês do ano passado.

Exceto por estes dois setores, os demais ramos do varejo têm amargado perdas na lucratividade no acumulado de ano. Os piores resultados são verificados pelas concessionárias de veículos (-25,73%), autopeças (-15,59%), lojas de departamentos (-9,47%), calçados (-9,37%), combustíveis (-6,29%), móveis, decorações e utilidades domésticas (-6,06%), que comercializam produtos não essenciais, cujos gastos foram os primeiros a serem cortados pelos consumidores descapitalizados e receosos com a crise econômica.

De acordo com o presidente do Sistema Fecomércio Sesc Senac PR, Darci Piana, a queda de -7,69% no varejo de janeiro a outubro já permite vislumbrar que 2015 será negativo para o comércio paranaense. “Diante de um cenário econômico e político tão desfavorável, a projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, a CNC, aponta redução de 8% no PIB do comércio em relação a 2014. Acreditamos que o Paraná vai seguir um indicador muito parecido de baixa”, avalia.

Regiões

Entre as seis regiões pesquisadas pela Fecomércio PR, o varejo de Londrina apresenta as maiores quedas, com redução de -19,45% ante outubro de 2014 e -9,58% no acumulado do ano. Na sequência figura a região da capital com baixas de -18,65% em relação a outubro passado e de -8,87% no acumulado desde janeiro.

Ponta Grossa apresenta redução de -9,2% nas vendas na análise interanual, seguida pela região Oeste (-4,51%), Maringá (- 3,83%) e Sudoeste (-1,96%).

O varejo da região Sudoeste, no acumulado do ano, demonstra -7,38% de redução no faturamento. Em seguida ficaram o Oeste (-4,47%), Ponta Grossa (-4,12%) e Maringá (-1,83%).

Nível de emprego

Com a queda nas vendas, o varejo já começou a demitir. O nível de emprego caiu -0,67% em relação a setembro e é -4,54% inferior a outubro de 2014. No acumulado do ano, o número de postos de trabalho caiu -1,91% no comércio paranaense, acompanhado por redução no valor dos salários de -0,45%.

Fonte: Maxpress

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