• Outubro de 2017
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Faturamento do varejo de SP deve cair 7,1% em 2015 e 5,1% em 2016

São Paulo, 07 - Após encerrar 2015 com queda de 7,1%, o faturamento do comércio varejista deve seguir em baixa no próximo ano e recuar 5,1%, aponta estimativa da Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Em valores atualizados, a receita de vendas deve atingir R$ 530,7 bilhões em 2015, o que caracteriza R$ 40,5 bilhões a menos que no ano anterior. Em 2016, a receita deve atingir R$ 504 bilhões.

Para a entidade, as projeções de mais um ano de queda no faturamento ocorrem ao mesmo tempo que o Produto Interno Bruto (PIB) está com forte tendência de baixa e a retomada da economia parece cada vez mais distante.

"Com isso, serão inevitáveis o crescimento do desemprego e o recuo da renda real, além da manutenção dos juros altos - por causa da inflação ainda elevada -, fatores que afastam o crédito dos consumidores e elevam o risco de inadimplência, apontando para mais um ano de retração do consumo", diz a nota técnica da FecomercioSP.

Regiões

A projeção é de que todas as 16 regiões analisadas pela FecomercioSP devem apresentar queda no faturamento em 2015. Os maiores recuos devem ser vistos nas regiões de Campinas, com baixa de 15,6%, e Osasco, com recuo de 9,8%.

Por outro lado, as regiões de Marília e Litoral devem registrar os desempenhos menos desanimadores em 2015, com retração de 1,5% e 3,1%, respectivamente.

Já em 2016, a previsão é de avanço apenas nas regiões de Marília (+1,4%) e Guarulhos (+2,3%). A maior baixa porcentual deve ser vista na região de Campinas (-17,5%), seguida de Osasco (-11,65) e Araraquara (-9,0%).

Dezembro

Pressionadas pelas expectativas de deterioração dos indicadores de renda e emprego, as vendas do comércio varejista no Estado de São Paulo devem ter queda de 7,2% em dezembro ante o mesmo período de 2014, mostram dados da FecomercioSP. O faturamento real deve atingir R$ 53 bilhões no mês.

Entre as 16 regiões analisadas, a maior queda deve ser vista em Osasco, com baixa de 15,0%, na mesma comparação. Em seguida, o ABCD deve recuar 14,3%. Por sua vez, as menores baixas devem ser vistas nas regiões de Marília (-0,4%) e Litoral (-0,6%).

Apenas duas das nove atividades que englobam a pesquisa devem ter avanço no faturamento real em dezembro. O setor de supermercados deve ter alta de 4,9% e o de farmácias e perfumarias deve avançar 1,8%.

As quedas mais expressiva devem ocorrer nos setores de concessionárias de veículos (-24,2%) e materiais de construção (-20,5%).