• Outubro de 2017
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Vendas do varejo gaúcho recuam 2,49% em setembro

As vendas do varejo gaúcho no mês de setembro recuaram 2,49% na comparação com agosto deste ano. O levantamento realizado pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul - FCDL-RS, aponta como normal a redução da comercialização de produtos, tendo em vista que o consumidor economiza recursos financeiros para adquirir os presentes de final de ano, especialmente em novembro e dezembro.

O presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, destaca que o ano de 2015 está apresentando dificuldades para o varejo gaúcho, tendo em vista a redução do poder aquisitivo da população, que segue comprando, mas opta por produtos de menor ticket médio.

“Quem comprava um produto por R$ 100,00 em 2014, neste ano busca o mesmo artigo na faixa de R$ 50,00 a R$ 60,00. É claro que isso afeta a lucratividade do comércio, mas é preciso que os lojistas se adaptem a essa nova realidade e procurem atender às necessidades dos consumidores, que tentam equilibrar seus orçamentos em meio a uma enxurrada de aumentos de tributos e impostos”, afirma Koch.

Vitor Augusto Koch entende que as vendas do varejo gaúcho no último trimestre serão alavancadas, trazendo dias melhores para os lojistas, apesar das dificuldades existentes, mas que podem ser superadas pelos empreendedores com senso de oportunidade.

“Questões típicas desta época do ano, como o Dia da Criança, em outubro, a Black Friday, em novembro, e o Natal, em dezembro, certamente irão aquecer as vendas no final de 2015. É fundamental que os lojistas tenham sustentabilidade no volume de produtos comercializado, a despeito do ticket médio mais reduzido”, disse.

A principal retração das vendas em setembro esteve no ramo de vestuário e calçados, com -13,06% na comparação com agosto passado. Isso se deveu, em muito, ao clima atípico que o Rio Grande do Sul vivenciou em 2015, com muita chuva e a ausência de temperaturas extremas, tanto para o frio como para o calor, que acabaram por fazer o consumidor não saber que roupa comprar.

Também continua em queda a venda de veículos (-8,94%), fenômeno que segue sendo explicado pelo aumento das taxas de juros e o conservadorismo dos agentes financeiros em liberar empréstimos de maior montante aos consumidores. Isso normalmente acontece quando o governo federal oferece títulos públicos com remuneração atrativa, como a taxa SELIC elevada, o que acaba provocando a escassez de capital financeiro no mercado.

Em setembro também registraram recuo de vendas em relação a agosto os gêneros de móveis & eletrodomésticos (-4,24%); artigos farmacêuticos (-3,47%); e material de informática & comunicações (-2,91%).

Pelo viés do crescimento, o destaque foi para o ramo de artigos de uso pessoal, com alta de 1,66%; livros 2,36%; supermercados, 1,31% e combustíveis, com elevação de 2,58%.

(Redação – Agência IN)

Fonte: Agência IN