• Outubro de 2017
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Desafios para internacionalizar franquias podem prejudicar expansão

Enquanto algumas marcas do franchising se fortalecem no mercado interno, outras, mais maduras, expandem as fronteiras e aportam em países da América Latina e nos Estados Unidos. Todavia, os desafios em manter a qualidade dos serviços e, ao mesmo tempo, expandir a atuação, atendendo aos costumes locais sem perder a identidade, são os fatores enfrentados por quem deseja internacionalizar a marca.

“Adaptar cargos e funções dos colaboradores, alterar cardápios e estar preparado para as exigências do mercado que deseja ingressar, além de avaliar detalhadamente as regras de contratos e os trâmites legais para abertura de uma unidade são questões básicas que avaliamos quando começamos a operação na Flórida”, enumera Roberto Silvestrini, diretor de expansão da Temakeria Makis Place, que tem uma unidade em Miami (Flórida/EUA).

Mudanças em cardápio para atender hábitos locais

A rede, que planeja a abertura de mais quatro unidades em solo americano até dezembro, antes de se internacionalizar, pesquisou as preferências e hábitos dos consumidores locais e, segundo o diretor, realizou mudanças-chave: “o cardápio das lojas foi modificado cerca de 25% para se adequar aos hábitos locais”, diz.

Adaptações de funções e abordagens

Considerado um mercado muito maduro e acirrado, a rede teve que adaptar também a estrutura de equipe, utilizada nas mais de cem unidades brasileiras, já que a função de operador de caixa, por exemplo, não é necessária no segmento de fast-food americano. Para o diretor, porém, “essa forma traz agilidade no atendimento ao cliente, que preza, sempre, pela rapidez”, lembra Silvestrini.

Até mesmo a abordagem realizada com o cliente teve que ser adaptada. “Ao contrário do Brasil, onde a abordagem pessoal e intimista é comum, em alguns locais, o cliente não está acostumado com a ‘intimidade’ e prefere ser tratado de uma forma mais ‘profissional’ e menos pessoal”, conclui Silvestrini.