• Dezembro de 2018
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Perda de vendas por falta de produto em supermercado cresceu 19% em setembro

O índice de vendas perdidas devido à falta de produtos nas gôndolas dos supermercados alcançou em setembro o maior número desde outubro de 2014, passando de 2,68% em agosto para 3,20% no mês seguinte. Isso significa que o número de vezes que o consumidor tentou comprar determinado item mas ele não estava disponível na prateleira cresceu 19%, segundo dados da NeoGrid.

Tomando como base os valores de venda do mercado supermercadista em 2014 - que faturou cerca de R$ 300 bilhões no ano, de acordo com dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) -, a perda de 3,20% ao mês nas vendas representa um valor aproximado de R$ 800 milhões. Para Robson Munhoz, diretor de relacionamento varejo e indústria da NeoGrid, o cenário é prejudicial ao mercado.

- Em um momento de incerteza da economia, ter demanda e deixar de atender o consumidor por falhas de reposição de produtos na gôndola é falta grave e afeta a competitividade do varejo e da indústria, que estão deixando de vender.

Dentre as causas das perdas de vendas apuradas pela NeoGrid, está a falha de execução nas lojas (56,04%). Desse total, 11,22% se referem à gôndola desabastecida (o produto estava disponível no estoque físico, mas a prateleira não foi reabastecida); e 44,82% ao estoque virtual (diferença no número de produtos que consta no sistema de informações da loja e a quantidade que, fisicamente, está disponível para venda ao consumidor).

A outra causa para as perdas é a falha logística. Em 43,21% dos casos, os produtos não estavam disponíveis no varejo ou porque pedido não foi colocado para o fornecedor ou por falha na entrega.

- O varejo continua receoso, comprando menos com medo de que a mercadoria fique encalhada na gôndola - completa Munhoz.

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