• Outubro de 2017
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Em tempos de crise, TI no Varejo não pode errar

Quais são os efeitos da crise no Varejo e como a TI pode ajudar? Questionados sobre o papel da TI do setor varejista diante de instabilidades econômicas, Mendel Szlejf, CIO da Leroy Merlin, foi categórico. “A primeira coisa que a TI pode ajudar nesse momento é não atrapalhar. Não podemos deixar nenhuma falha nos sistemas e os ambientes devem cumprir uma agenda de estabilidade. Por outro lado, vivemos um período de oportunidades. Nós, por exemplo, abrimos três lojas no último mês com mais de 12 mil metros quadrados cada uma e enxergamos a TI como um diferencial estratégico”, acrescenta.

De acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada pelo IBGE, as vendas do mês de agosto de 2015 registraram queda de 0,9% e acumula uma baixa de 3% no ano. O resultado demonstra o sétimo mês consecutivo de redução nas vendas e o comércio no Brasil já vem sofrendo pressão para ganhar eficiência operacional, melhorar a experiência de compra e mergulhar de vez no modelo de atendimento em múltiplos canais.

Para debater esse tema e destacar os atuais desafios e oportunidades, a TVDecision e a Oracle Retail reuniram um time de especialistas que falaram sobre crise financeira, inovação, logística, eficiência, multicanalidade, o papel da TI e investimentos em soluções tecnológicas. E a Decision Report vai fazer uma série de reportagens nesta semana destacando a visão dos líderes do setor.

“Para nós, esse período é de grande trabalho. As áreas do Varejo devem se unir, independente se for BackOffice ou FrontOffice, todos devem trabalhar para a eficiência da empresa”, aponta Joaquim Garcia, CIO Global da IMC. “Estamos vivendo um momento de oportunidades para a TI, pois a crise abriu a janela da produtividade. O setor já tem na agenda a premissa de fazer mais com menos e a tecnologia tem o papel de ajudar, seja trazendo automação nos processos e operações ou fomentando a inteligência no corte de custos”, pontua Eduardo Terra, presidente da SBVC.

Já que vivemos uma fase em que a TI não pode falhar, talvez seja também um período de tirar da gaveta alguns projetos em que a tecnologia é crucial para ajudar o setor na superação de desafios. E nesse sentido, também tem espaço para a inovação? Na visão de Silvio Laban, coordenador dos programas de MBA do Insper, o ideal é saber aproveitar as tecnologias e soluções já implementadas. “Será que estamos fazendo bom uso da TI? Talvez, a melhor inovação é tirar proveito dos recursos já existentes em casa”, completa.

E isso também serve para o comércio eletrônico. Na visão de Fabio Pereira, diretor de E-commerce da Sephora, o setor consegue enxergar muitas oportunidades, principalmente em projetos de TI com rápido retorno de investimento. “No meu caso, cheguei até avaliar sistemas de Business Intelligence, pois cada vez mais temos que prover inteligência para o negócio”, diz o executivo.

“O Varejo é o primeiro setor a sentir o impacto da crise econômica e por sorte, ele também é o primeiro a sair dela. Conversando com os executivos de Varejo, percebi que o momento é se preparar para superar esse cenário de instabilidade e isso tange investir em projetos de TI financeiramente possíveis”, conclui Raul de Souza Neto, VP Brasil da Oracle Retail.