• Outubro de 2017
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Vendas com cartões de crédito e débito caem 5% no varejo em setembro

Os varejistas brasileiros tiveram uma redução de 5% no volume de vendas por cartões de crédito e débito em relação ao mês de agosto, segundo levantamento realizado pela Cappta, empresa especializada em tecnologia de captura de pagamento, junto a 5,8 mil estabelecimentos de todo o país.

Os segmentos que mais tiveram baixa foram cinemas/teatro/entretenimento (-18%), (-13%) nas categorias hospitais/laboratórios/consultórios e ópticas/joalherias/relojoarias. Seguidos de (-11%) para cosméticos/perfumaria e mercados/supermercados. Para Rafael Salomão, sócio-diretor da Cappta, o motivo dessas quedas é o momento econômico do país.

O desaquecimento da economia está reduzindo o consumo privado, fazendo as vendas caírem. Comparando setembro de 2015 ao mesmo mês do ano passado, no entanto, o levantamento não aponta nenhuma alteração no volume de vendas.
No período de 12 meses, as quedas mais significativas ficam por conta dos segmentos ópticas/joalherias/relojoarias (-21%), hospitais/laboratórios/consultórios (-17%) e serviços (-16%).

Pesquisa mostra que 1/3 dos bancos não consegue assegurar todas as transações online

Outro levantamento, este da Kaspersky Lab e B2B International com organizações financeiras, aponta que 33% delas não oferecem a seus clientes um canal seguro para todos os pagamentos online. Por outro lado, 62% observaram um crescimento substancial das transações financeiras realizadas na Internet e 50% delas acreditam que o volume de fraudes financeiras está aumentando.

A pesquisa mostra ainda que muitos bancos e empresas de pagamento têm dificuldades em proteger seus clientes e a si mesmos de fraudes financeiras, visto que os usuários usam uma variedade cada vez maior de dispositivos para realizar um número crescente de transações financeiras online.

Dos respondentes, 2/3 (65%) relataram que, progressivamente, seus clientes estão usando diferentes dispositivos para fazer pagamentos online, mas apenas 53% das empresas ouvidas usam dupla autenticação e somente 50% delas contam com uma solução específica antifraude em tempo. Além disso, menos da metade das empresas (42%) oferece essa solução para os dispositivos móveis dos clientes e só 67% implementam conexões seguras para todos os pagamentos online.

Neste contexto, não surpreende que 48% dos entrevistados reconheçam que estão apenas minimizando os riscos, em vez de eliminá-los totalmente. Para 29% das empresas, é mais barato lidar com os incidentes de fraudes financeiras online do que tentar evitá-los.

O estudo mostra que os bancos e as empresas de pagamento online têm dificuldades em controlar as fraudes virtuais no atual cenário de consumo virtual omnichannel (experiência com todos os canais disponíveis); 38% das organizações ouvidas admitem que é cada vez mais difícil dizer se uma transação é fraudulenta ou autêntica. Nos preocupa o fato de uma em cada três empresas optam por uma abordagem "vamos lidar com o problema depois que ele acontecer" em relação ao combate à fraude. Se considerarmos nossa pesquisa que revelou 22,9 milhões de ataques de malwares financeiros em 2014, atingindo 2,7 milhões de clientes em todo o mundo, fica claro que a resolução de cada incidente individual não é uma opção viável a longo prazo. Os clientes merecem algo melhor, assim como as organizações de serviços financeiros - afirma Claudio Martinelli, diretor geral da Kaspersky Lab no Brasil.

A pesquisa constatou que as soluções gerais de segurança não são consideradas um método efetivo para impedir os ataques de malware e phishing que levam às fraudes - e estes golpes evoluem a cada dia. Menos de 10% dos entrevistados preferem esta opção.

Greve em bancos impactou mercado de cheques

A greve dos bancos acabou hoje, mas seus efeitos ainda são sentidos no mercado de cheques: um estudo realizado pelo TeleCheque, serviço da MultiCrédito, aponta que houve queda de 7% nos valores recuperados pela empresa no meio de pagamento cheque na primeira quinzena de outubro em relação ao mês anterior.

A greve durou 21 dias, e em seu auge quase 70% das agências bancárias do país ficaram fechadas. Consequentemente, os consumidores inadimplentes tinham poucos locais para efetuarem os pagamentos das dívidas e sacar os valores para pagar em lotéricas, posto que além do deslocamento havia o risco de assaltos. Consequentemente, houve queda de 7% no valor recuperado na primeira quinzena de outubro,em comparação com o mesmo período do mês anterior. Além disso houve o impacto nos cheques devolvidos, que ficaram retidos nos bancos. Prova disso é a queda de 3% no volume de folhas. Em muitos casos o devedor nos procurava para pagar, mas o cheque ainda estava retido no banco, fator que o impedia de regularizar seu nome - analisa Carlos Eduardo de Oliveira e Souza, diretor de Recuperação de Crédito da MultiCrédito.