• Outubro de 2017
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Arroz-doce é nova moda em franquias

Cupcakes, frozen yogurt, brigadeiros, paletas. Para quem achava que as franquias já tinham explorado todos os doces possíveis, a Dona Hortê prova que ainda há espaço. Especializada em arroz doce, a empresa foi criada no começo do ano e fatura cerca de R$ 30 mil ao mês. A ideia de negócio foi de Junior Leite, 39 anos, depois do curso de empreendedorismo A+E - Atitudes Empreendedoras, da Sociedade Brasileira de Desenvolvimento Empreendedor.

Em uma das aulas, o professor apresentou a Rice do Riches, rede de franquias que vende arroz doce de diferentes sabores nos Estados Unidos. “Fiquei intrigado. Esse é um produto tipicamente brasileiro e vi potencial na hora”, diz.

Depois do curso foi direto para a casa de sua mãe, Dona Hortência, conhecida pela receita da sobremesa junina.

“Pedi para ela começar a brincar com sabores e ingredientes. Ela não entendeu direito a razão, mas as receitas ficaram uma delícia”, diz Leite.

E, sem contar o que estava planejando, passou quase quatro anos pesquisando modelos de negócio e estudando sobre o meio alimentício. “O ramo que trabalhei durante duas décadas era completamente diferente. Precisava aprender como os processos funcionavam, porque queria construir uma empresa pensada para a indústria”, afirma. Antes da franquia, Leite trabalhou na empresa da família que vendia materiais domésticos.

Durante esse período, chegou a conclusão que o modelo de franquias seria ideal para o seu negócio. “Desde o início eu queria que a minha empresa crescesse sem a necessidade do meu corpo presente. E o modelo de franquias me permite isso. Além de tudo, vejo os franqueados como sócios: pessoas que querem a empresa bem, sempre lucrando.”

Com um investimento inicial de R$ 800 mil, o empreendedor contratou nutricionistas e uma engenheira de alimentos para desenvolver o produto, uma arquiteta para desenhar o quiosque – que possui um formato de panela aberta –, construiu uma cozinha industrial e abriu o primeiro ponto da Dona Hortê em janeiro deste ano, no Shopping ABC, em Santo André.

A empresa vende potes de 180 gramas do doce em seis diferentes sabores: tradicional, diet, doce de leite (o mais vendido), coco, amendoim e creme de avelã. Além das edições limitadas: bicho de pé, feita para o mês do Dia das Crianças, e nozes, especial para o Natal. O valor vai de R$ 8 a R$ 12.

Resposta

Segundo o empreendedor, no terceiro mês a empresa já havia atingido o ponto de equilíbrio, com um “pequeno retorno”. Seguindo em crescimento, a Dona Hortê vai fechar o faturamento mensal de 2015 em R$ 30 mil e um deve lançar um novo ponto próprio até janeiro de 2016. “A crise afastou as pessoas dos shoppings, mas mesmo assim vamos ter um ano positivo”, afirma.

Além das vendas, a procura por franquias também foi boa: a empresa está em contato com dois franqueados, que procuram shoppings para os seus pontos. O investimento inicial na rede é de R$ 90 mil.

A meta é fechar 2016 com dez franquias – e depois disso manter um crescimento de dois pontos novos por mês. “Queremos crescer em espiral, saindo de Santo André, indo para São Paulo e, com calma, atingir todo o Brasil.”

Fonte: Revista PEGN