• Outubro de 2017
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Geração de empregos no varejo de São Paulo aumenta 0,2% em agosto

A geração de empregos no comércio varejista do estado de São Paulo cresceu 0,2% em agosto, em comparação com o mês anterior. Segundo a pesquisa mensal da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), em agosto, foram criadas 4.355 vagas, resultado de 79.054 admissões contra 74.699 desligamentos. Com isso, a ocupação formal atingiu 2.137.590 empregados.

No acumulado do ano, foram suprimidas 52.880 vagas no varejo paulista, com 696.423 admissões e 749.303 desligamentos.

A Fecomercio-SP diz, no entanto, que o saldo positivo de agosto não significa recuperação do mercado de trabalho e ressalta: o que aconteceu foi um efeito sazonal, já que os meses de agosto costumam responder pelo segundo maior saldo de empregados do ano.

“Em relação ao mesmo período dos anos anteriores, o desempenho do mercado de trabalho em 2015 segue em ritmo de arrefecimento, e as expectativas apontam retração na formação do emprego com carteira assinada no varejo paulista no segundo semestre deste ano, e com a possibilidade de estender até o início de 2016”, diz a federação.

Segundo a pesquisa, em relação a agosto do ano passado, o recuo do estoque de emprego ficou em 1,3%, o pior desempenho na série histórica iniciada em 2008.

Na comparação com agosto de 2014, entre as nove atividades avaliadas pela pesquisa, apenas os setores de farmácias e perfumarias e de supermercados apresentaram aumento no número de empregados (3,1% e 1,4%).

As retrações mais expressivas ocorreram nos setores de concessionárias de veículos (-7%); lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e de departamentos (-4%); lojas de vestuário, tecido e calçados (-3,8%), setores que estão sofrendo mais com a queda das vendas.

As expectativas da Fecomercio-SP indicam tendência negativa na geração de vagas temporárias também para o fim do ano.

Na cidade de São Paulo, foram criadas em agosto 1.118 vagas no varejo, resultado de 24.546 admissões contra 23.428 desligamentos, o que resultou na ocupação formal de 667.192 empregados, com aumento de 0,2% em relação ao mês anterior. No acumulado de 2015, o saldo negativo atingiu 13.076 vagas no comércio varejista da capital, com queda de estoque de 1,9% em relação a dezembro. Na comparação com agosto de 2014, o recuo foi de 1,4%.

As maiores quedas da ocupação formal nos últimos 12 meses foram observadas nas atividades de concessionárias de veículos (-7,3%) e materiais de construção (-3,7%). Os setores de farmácias e perfumarias (3,4%) e supermercados (1,6%) foram os únicos a registrar alta.