• Outubro de 2017
Home / Notícias

Gastos no varejo continuam a cair, revela MasterCard

As vendas online foram um dos poucos pontos positivos que permaneceram no varejo brasileiro durante o último mês de setembro, de acordo com o SpendingPulse, relatório mensal sobre o varejo da MasterCard. O e-commerce cresceu 6,8% no mês, em relação ao mesmo período do ano passado, o maior crescimento do canal em 2015. Por outro lado, as vendas totais do varejo (exceto automóveis e materiais de construção) decresceram 6,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O declínio médio dos últimos três meses foi de 5,6%, abaixo dos 3,6% de queda observados no segundo trimestre.

O relatório ainda aponta que quatro dos sete setores tiveram crescimento acima do indicador de vendas totais: supermercados, farmácias, materiais de construção e artigos de uso pessoal e doméstico. Enquanto isso, vestuário, móveis e eletrônicos e combustíveis tiveram desempenho abaixo do varejo total. As vendas de vestuário, em particular, diminuíram sensivelmente nos últimos meses. Além disso, o Dia da Independência (7 de setembro) não conseguiu impulsionar as vendas, pelo contrário: reduziu o número de dias úteis em setembro, afetando as vendas totais mensais.

Em contraste com os números do varejo total, o e-commerce continuou a ganhar espaço, tendo crescido 6,8% sobre o mesmo período do ano passado. No terceiro trimestre, o setor registrou crescimento de 11,8%, ligeiramente acima do 9,8% registrado no segundo trimestre. Móveis, eletrônicos e artigos farmacêuticos foram os setores que apresentaram crescimento acima das vendas totais no e-commerce, enquanto hobby & livraria e vestuário ficaram abaixo desse indicador.

'O ambiente econômico do Brasil ainda enfrenta enormes desafios e continua a deteriorar-se, com altas taxas de juros, inflação, taxa de desemprego elevada e, consequentemente a desaceleração do crescimento da massa salarial, que impactam na confiança do consumidor", afirma Kamalesh Rao, diretor de Pesquisa Econômica na MasterCard Advisors. "O que aguardamos é uma contínua deterioração das vendas nos próximos meses", acrescentou.

Para finalizar, nenhuma região conseguiu registrar números positivos. O Nordeste (-5,7%) e Sudeste (-6,4%) tiveram desempenho acima da média, enquanto Norte (-7,7%), Sul (-7,5%) e Centro-Oeste (-7, 8%) ficaram abaixo do registrado pelo varejo, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Fonte: Agência IN