• Novembro de 2017
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Supermercados do Amazonas estimam redução de 30% nas vendas de fim de ano

MANAUS - Empresários do setor comercial e varejista do Amazonas estão preocupados com os reflexos desencadeados pela crise econômica nacional. Devido ao registro crescente de queda nas vendas, os representantes anunciam cautela na hora de programar os pedidos para as vendas do final de ano. Nas redes de supermercados a estimativa é que haja redução de 30% no fornecimento dos itens que compõem a cesta natalina. Enquanto os empresários comerciais anunciam uma diminuição nos pedidos prevista entre 30% e 50%, em comparação a 2014.

Segundo o vice-presidente da Associação Amazonense de Supermercados (Amase), Alexuel Rodrigues, as compras que deverão compor o estoque para as vendas de final de ano deverão sofrer uma redução de 30% no volume, em comparação ao mesmo período de 2014. Isso, porque os varejistas temem amargar prejuízos com a retenção de produtos nas prateleiras após o período natalino e as festas de Réveillon. “Se não vendermos os produtos específicos da cesta natalina neste período, vamos vender quando? Se não houver vendas ficaremos, com certeza, no prejuízo”, declara o representante.

Rodrigues comenta que a partir do momento em que as redes de supermercados e os demais segmentos comerciais registram queda nas vendas, se torna quase impossível manter o otimismo e projetar bons números para o balanço que será fechado no mês de dezembro deste ano. Ele acredita que a retração no consumo é decorrente do aumento no índice de desemprego. “Mais de 40 mil pessoas deixaram os postos de trabalho, considerando indústria e comércio, em Manaus. Esse é um dos principais fatores que tem resultado em diminuição das compras nos supermercados”, a valia.

A partir do próximo mês, será possível encontrar panetones, biscoitos e um reforço nos demais produtos que integram a cesta natalina. Um detalhe, é que os valores das bebidas não sofrerão reajuste, afirma o vicepresidente. “As bebidas, como os vinhos e o champanhe serão repassados ao consumidor final a um valor mais acessível. Não haverá aumento nos preços”, garante.

De acordo com Rodrigues, o balanço financeiro do segmento varejista referente a 2015 já iniciou. Ele acredita que o setor deverá encerrar o ano com redução nas vendas estimada entre 0,5% a 1% em relação ao ano anterior. Quanto à questão da mão de obra, até este mês a Amase registrou um corte no quadro funcional entre 10% e 15%, considerando os empregados dos supermercados e das lojas de varejo. “Se as pessoas saem do emprego elas passam a comprar o básico e a frequência desse consumidor aos estabelecimentos também cai”, cita

Reforço nas prateleiras

Rodrigues adianta que a aposta nas vendas para as festas do final de ano se concentra nos produtos integrantes da cesta básica, que segundo ele, são mais vendidos nos dias atuais. Fazem parte dessa lista: arroz, feijão, macarrão, hortifrutis, entre outros. “Em anos anteriores nos preparávamos mais com outros itens, mas neste ano o foco está nos produtos de necessidades básicas”, comenta. “Acreditamos que só iremos ‘respirar’ dessa crise econômica a partir de 2017. Enquanto isso, precisamos recorrer às promoções para gerar fluxos nas lojas”, completa.

Redução no comércio

O presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ismael Bicharra, conta que também não prevê bons resultados para o fechamento dos números relacionados a 2015. Quanto ao abastecimento das lojas para o final do ano, ele é enfático ao dizer que se houver compras para este período serão reduzidas entre 30% a 50% do que abastecia o comércio nos anos anteriores. “Se acontecer sobras para 2016 será um prejuízo muito grande, por isso estamos tendo cautela. O cenário macroeconômico é de muitas incertezas e os empresários ainda não efetuaram compras porque estão esperando o que pode acontecer”, disse o presidente.

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