• Outubro de 2017
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Com 4% das vendas totais do varejo, comércio online vê futuro promissor

Enquanto festejam o ritmo acelerado de crescimento – no ano passado, a alta foi de 26% - empresas de comércio eletrônico enxergam na fatia ainda pequena do varejo em geral como um indicador promissor. Sinal de que, para encostar no que já acontece em países desenvolvidos, esse naco ainda pode triplicar no futuro próximo.

“O varejo online brasileiro é cerca de 4% do varejo todo no país. Se formos comparar com outros países, vemos que na Coreia do Sul é cerca de 12%, nos Estados Unidos, mais ou menos 10%, e no Reino Unido, mais de 12%. Portanto, tem um potencial enorme só olhando para isso”, avalia o diretor-presidente do Mercado Livre no Brasil, Stelleo Tolda.

“Não é mágica, mas uma mudança de comportamento nas pessoas, um claro movimento do comercio físico na direção do comércio digital”, diz Tolda, ao lembrar que o e-commerce faturou mais de R$ 40 bilhões no Brasil em 2014 e que o cenário é promissor diante da grande parcela de novos consumidores que ainda podem ser seduzidos pelo online.

“Pouco mais da metade população tem acesso, mas só a metade desse grupo já comprou online. Portanto tem um grupo que já esta online mas ainda não compra e que pode ser convencido”, afirma. O uso também vai ficando mais simples e portátil. “Mobile é cerca de 10% do comercio eletrônico e está crescendo a taxas expressivas. Em poucos anos, mais da metade das transações vão acontecer através de dispositivos móveis.”

Em alguns casos, porém, o avanço das vendas pela internet é ainda mais significativo. German Quiroga, presidente da Nova Pontocom, que reúne portais de gigantes do varejo com as Casas Bahia, Extra e Ponto Frio, revela que no caso desses portais o desempenho já está encostando na metade do que é vendido nas lojas reais.

“Estamos vendo uma aceleração na convergência entre o mundo online e off-line. Vamos chegar a R$ 8 bilhões de vendas diretas [pelos sites] este ano, o que dá mais ou menos metade do que elas vendem no mundo físico, que fica em torno de R$ 20 bilhões”, conta ele, que também participou do debate no evento da Abranet.

Essa aceleração, sustenta, tem relação direta ao perfil dos novos clientes. “O consumidor já é multicanal e pouco distingue o físico do virtual. O que ele tem é uma necessidade e quer ser atendido mais rápido, melhor e mais barato possível. A geração que nasceu digital já esta no mercado de consumo e nem pensa em outra forma de se relacionar.”