• Novembro de 2017
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Inflação nos supermercados em 12 meses atinge 9,20%

Depois de vários meses seguidos de alta, o Índice de Preços dos Supermercados, calculado pela Apas/Fipe (Associação Paulista de Supermercados em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), registrou queda de 0,18% em agosto, contando também com uma elevação acumulada, de janeiro a agosto, de 5,90%.

A notícia, apesar de positiva, não anima o setor supermercadista. O gerente do departamento de Economia e Pesquisa da APAS, Rodrigo Mariano, afirma que a queda deveria ser maior para impactar o indicador em 12 meses, que já atinge 9,20%.

— A pressão nos custos continua sendo o principal fator de aumento do preço dos produtos.

Tais pressões se referem em grande parte aos reajustes na energia elétrica e à variação expressiva do dólar, que continuam influenciando a alta dos preços.

Em agosto, houve uma desaceleração principalmente dos produtos in natura, em função da maior oferta de produtos, a melhora no clima e o período de safra de alguns produtos, que favorecem as culturas de frutas, legumes e verduras.

Em função da extensa negociação feita entre supermercados e indústria, por mais um mês nota-se a diferença entre os indicadores de preços do setor supermercadista e os demais índices. Na avaliação desde a criação do Plano Real, temos:

IPS/APAS — variação acumulada de 182,58%;

IPCA/IBGE (São Paulo) — Alimentos e Bebidas — alta de 375,77%;

IPCA/IBGE (Brasil) — Alimentos e Bebidas — alta de 392,38%;

IPC-FIPE — aumento de 305,86%;

IPA/FGV — variação de 546,20%.

Produtos

Os produtos in natura tiveram queda de 4,21%, com maior expressividade em legumes (-8,63%) e tubérculos (-10,62%). Os itens que apresentaram as principais quedas foram batata (-17,58%), beterraba (-17,54%), tomate (-16,47%), cebola (-11,62%). Em todos os casos, as temperaturas e os ajustes na quantidade ofertada, diante da elevação da safra e da colheita, impactaram a disponibilidade do produto.

Em 12 meses, a alta nos preços ainda é expressiva, atingindo 28,50%. Os preços em frutas, legumes e verduras em 2015 estão muito mais altos que em 2014. O acumulado dos preços de janeiro a agosto apontava para uma variação de 1,19% e em 12 meses foi registrado uma queda de 4,62%.

Produtos semielaborados (Carnes, Leite e Cereais) tiveram queda de 0,78% em agosto, impactados, principalmente, pela retração nos preços das aves (-1,52%), suínos (-1,82%) e do leite (-0,30%).

As cotações das aves apresentam retração diante de ajustes da oferta, e consequentemente, maior disponibilidade do produto pela queda das exportações para os Estados Unidos. No acumulado do ano, a alta nos preços das aves foi de 0,10%, e em 12 meses houve alta de 9,50%.

Os preços da carne suína foram influenciados pela maior oferta e disponibilidade do produto no mercado interno, que no ano aponta queda de -7,75%, mas em 12 meses registra alta de 4,74%.

A queda nos preços do leite está atrelada ao fim do período de entressafra, diante do clima mais favorável. No acumulado do ano a alta foi de 11,51%, e em 12 meses a alta é de 0,70%.

Industrializados apresentaram alta com variação de 0,42%, que esteve relacionada ao aumento nos preços de derivados do leite (0,81%) e panificados (0,45%).

Os derivados do leite tiveram uma alta que reflete a tendência de crescimento já verificada no preço do leite, diante do período de entressafra, mas que deve ser revertida em setembro.

Os preços dos panificados continuam impactados pela alta do custo da energia elétrica, aliada à alta do dólar, que atinge a cotação do trigo e tem afetado os panificados e as massas em geral. Em 12 meses, o crescimento nos preços foi de 5,14% e, no acumulado, 4,33%.

As bebidas alcoólicas subiram 1,47%, reflexo da elevação da cerveja (1,51%) e do vinho (1,25%). Em 12 meses, a alta nos preços foi de 9,92%, e no acumulado 3,57%.

Já as bebidas não alcoólicas registram aumento de 1,59%, em função dos aumentos nos preços do refrigerante (2,53%). Em 12 meses a alta nos preços foi de 9,93%, e no acumulado 6,23%.

Os produtos de limpeza tiveram queda de -0,33%, diante da retração nos preços do sabão em pó (-1,54%) e do detergente (-0,89%). Em 12 meses, o crescimento nos preços foi de 6,17%, e no acumulado 5,47%.

Artigos de higiene e beleza subiram 1,40%, impactados pela elevação nos preços do sabonete (2,44%) e shampoo (0,77%). Em 12 meses, a alta foi de 9,09%, e, no acumulado, 6,85%.

Em agosto, as variações negativas estiveram presentes em cerca de 36,49% dos itens, de acordo com o índice de difusão (proporção das variações de preços negativas), ficando abaixo da média dos últimos 24 meses, que é de 38,76%.

Fonte: R7

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