• Outubro de 2017
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Supermercados: Inovações ajudam varejo a diminuir custos

O ano não é dos melhores para os supermercados brasileiros - pela última projeção da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o setor deve fechar o ano com redução de 0,3% nas vendas, primeira queda desde 2006. E é justamente em períodos como esse, quando o cinto aperta, que cresce em importância a eliminação ou diminuição nos custos em todas as etapas do negócio, tendo a tecnologia como a melhor aliada. Novas soluções, como as expostas na Convenção Abras 2015, prometem otimizar energia elétrica, gestão de estoque e até a confiança dos clientes, não só no setor como também em todo o varejo.

Entre as principais novidades está, por exemplo, um novo código de barras que, além de determinar o produto, como já é comum, permite também incluir o período de validade. "Assim, quando o produto passar no check out (os caixas), o leitor do código alertará se ele estiver vencido e o mesmo não será vendido", comenta Marcelo Oliveira Sá, assessor de soluções de negócios da GS1, associação responsável por administrar e conceder códigos de barras no Brasil.

"Assim, conseguimos garantir que o consumidor não será lesado, o que, do ponto de vista da empresa, tem ganhos intangíveis, como a relação de confiança e fidelização dos clientes", continua Sá. Embora já disponível, o código, chamado de GS1 Databar Expandido e que exige balanças e softwares de leitores apropriados, ainda não foi implementando em nenhuma rede. "Até o fim do ano devemos ter novidades nesse sentido", projeta Sá, que acrescenta que o foco são os produtos manipulados nas próprias lojas (como frios, carnes e frutas fatiadas). Produtos industrializados também podem utilizar o código, mas, mais complexos, devem ficar para um segundo momento.

Por outro lado, outra operação hoje feita por códigos de barras, que é o controle de saída dos estoques, já possui outra opção viável e mais eficiente. São as chamadas etiquetas RFID, que permitem a sua identificação por radiofrequência. Com um microchip e uma microantena internos, a etiqueta é lida à distância por um receptor, dispensando a tarefa manual de levar um leitor até o código de barras das caixas, uma a uma. Para dar baixa em 50 caixas, por exemplo, o tempo é diminuído de 68 segundos, no processo comum, para apenas 5,2 segundos. "Com isso, tornamos o inventário mais rápido e eficiente, pois podemos passar vários produtos ao mesmo tempo, sem o risco de esquecer algum", comenta Marcos Almeida, gerente comercial do grupo CCRR, que produz as etiquetas em Quatro Barras (PR). "Ainda que não tão nova, a produção no Brasil e a própria evolução natural de escala fazem com a etiqueta, agora, passe a ser economicamente viável a qualquer empresa", completa Almeida, ressaltando que, como pode também acoplar um código de barras normal, a implantação pode ser feita por etapas.

Outra opção que ganha em escala a partir desse ano é o Mobile Retail Suite, da Tlantic, empresa com sede em Porto Alegre, que passou a ser vendido por mensalidade e módulos. "Com isso, podemos atingir também os pequenos e médios negócios, que respondem por 80% do varejo", comenta o gerente comercial da empresa, Fernando Vargas. O produto é uma solução completa de ferramentas móveis, que promete diminuir a divergência de preços entre gôndolas e caixas em quase 80%, a falta de produtos nos estantes em cerca de 50%, e ainda aumentar a produtividade por funcionário. Por fim, a energia elétrica, culpada por grande parte do aumento dos custos em 2015, também não poderia ser deixada de lado.

Com um conjunto de lâmpadas de LED e rebatedores, cujo mapa de aplicação é feito loja a loja, a paulista Luminae promete retornar o investimento em pouco mais de um ano com a economia trazida. "Além disso, dependendo do tamanho do negócio, o mesmo processo com lâmpadas T5 (menos avançadas e mais baratas) também pode ser utilizado, aumentando a iluminação com menos energia gasta", contextualiza Wenderson Granado, gerente comercial da empresa, responsável, por exemplo, pela iluminação da Arena Corinthians. "Estamos investindo, cada vez mais, em inovação e em programas de redução de custos e aumento da produtividade", comenta o presidente da Abras, Fernando Yamada. "Nesses momentos, não podemos ficar parados", completa.