• Outubro de 2017
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Indústria de brinquedos aposta em expansão de 12% nas vendas

Não tem baixo astral ou crise para a indústria de brinquedos. O setor está confiante e espera que o Dia das Crianças movimente R$ 3,7 bilhões neste ano. A previsão é de crescimento de 12% nas vendas, ante aumento de 16% registrado na data em 2014.

“O momento econômico não está para euforia, mas a indústria nacional do brinquedo projeta crescimento para o ano e uma aceleração dos negócios a partir do Dia da Criança, a data mais forte em vendas para o setor. No total, o mercado nacional deve movimentar em 2015 perto de R$ 10 bilhões no varejo”, calcula o presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), Synésio Batista da Costa.

A alta do dólar, segundo o presidente da entidade, devolveu a competitividade à indústria brasileira. “A indústria nacional recuperou cinco pontos percentuais de participação no mercado, que no início do ano já era de 55%, contra 45% de importados”, diz.

O executivo afirma que os investimentos do setor devem bater a casa de R$ 1 bilhão em 2015. São cerca de 1.500 lançamentos. “A qualidade e a segurança dos brinquedos fabricados no Brasil não deixam nada a desejar às de nenhum outro país”, afirma.

Costa comemora o aumento per capita no consumo de brinquedos nos últimos cinco anos. “Eram 6 brinquedos por ano por criança e agora chegamos a 7,2”, diz. As bonecas continuam campeãs no gosto da criançada, com 18,1% das vendas, seguidas por carrinhos e motos (14,2%).

Proprietário da Brinkel, o empresário Altair Rezende já recebeu 90% das encomendas para a data. O estoque da loja no Padre Eustáquio é formado por 35% de produtos nacionais e 65% de importados. “Por causa do dólar alto, se as vendas crescerem 2% já estará de ótimo tamanho”, diz.

Na Traquitana, loja especializada em brinquedos lúdicos no bairro São Pedro, o clima é de otimismo. “Como quase tudo que vendemos é feito no Brasil, a expectativa é muito boa. Repetimos a quantidade de compras que fizemos no ano passado. Aqui não tem crise”, afirma a vendedora Cíntia Barbosa.