• Novembro de 2017
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Grande ABC: Diferença entre supermercado e hipermercado chega a 17,86%

O desembolso com as compras em estabelecimentos do Grande ABC pode variar em até 17,86%, se comparados lugares de pequeno e grande portes, conforme avaliou o Diário, em pesquisa realizada ontem. O levantamento, que é feito sempre em um intervalo de 30 dias, todo dia 15, tem como objetivo verificar na prática o comportamento dos preços dos alimentos básicos em um mesmo supermercado e hipermercado da região.

O cálculo é baseado nos preços de 17 produtos de primeira necessidade, suficientes para alimentar uma família de quatro pessoas durante pelo menos uma semana. A diferença entre os preços entre a loja de maior e a de menor porte é destaque das compras deste mês. Desde junho, o supermercado está com preços mais atrativos do que o hipermercado, quando se trata do total pago por todos os itens.

O alimento que mais chamou atenção neste mês foi o quilo da carne bovina de primeira, que está sendo encontrado por R$ 22,99 na loja menor. Já no empreendimento maior, eram cobrados R$ 27,99 pelo mesmo produto. Na prática, o consumidor que preferir o supermercado poderá economizar R$ 5, o que representa 17,86% a menos que no hipermercado.

BALANÇO - No menor estabelecimento, o conjunto de alimentos que no mês passado custava R$ 100,60 passou a R$ 101,26, aumentando em R$ 0,66 a compra. Enquanto no maior, a compra total desses itens ficou em R$ 103,98 neste mês. O que significa alta de apenas R$ 0,18 entre agosto e setembro, quando anteriormente o total dava R$ 103,80.

O medidor de inflação oficial do País, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), obteve variação entre julho e agosto (tendo em vista que os dados de setembro ainda não foram divulgados) de 0,22%. Já no grupo de alimentos e bebidas houve retração de 0,01% no mês passado.

Dessa forma, pode-se dizer que as compras no Grande ABC acompanham a inflação nacional, na variação mensal, que, apesar de ter registrado aumento, o percentual demonstra desaceleração, comparado às variações dos meses anteriores, tanto do IPCA quanto dos gastos com os produtos.

No mês passado, a variação das compras entre julho e agosto era de 1,16% no supermercado e de -2,63% no hipermercado. Na relação agosto e setembro o percentual ficou em 0,65% no de menor porte e 0,17% no maior.

Contudo, quando analisada a oscilação anual, ou seja, a comparação de abril – quando a pesquisa do Diário foi iniciada – até agosto – último dado da inflação disponível – para o IPCA e de abril até setembro para a pesquisa, os custos dos alimentos básicos são até seis vezes maiores que a oscilação do índice medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Enquanto o índice aponta 3,25% de alta durante os meses citados, o levantamento aponta alta dos desembolsos com as compras de 21,77% nos hipermercados, e de 7,5% nos supermercados.

HORTIFRÚTI - O setor de frutas, legumes e verduras continua sendo um dos motivos pelos quais o resultado da compra fica mais barato na comparação com agosto. Nesse período, o clima é mais favorável para o cultivo dos hortifrúti, o que possibilita oferta para o consumidor e diminui os preços.

Comparado com o mês passado, a cebola ficou 14,32% mais barata no supermercado. De R$ 3,49 cada 500 gramas, foi para R$ 2,99. No hipermercado, a diferença é ainda maior, de 28,65%, já que o item foi encontrado também por R$ 3,49 em agosto, e agora é disponibilizado por R$ 2,49.

O tomate, que já foi vilão, também ficou mais acessível neste mês. O quilo custa R$ 4,29 no super e R$ 3,59 no hiper, ou seja, ficou 28,38% e 10,02% mais barato, respectivamente.

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