• Novembro de 2017
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Compras nos supermercados caem 6,1% no primeiro semestre, diz Abras

O consumidor brasileiro está gastando menos nos supermercados. As vendas caíram 0,2% de janeiro a julho deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, divulgou nesta terça-feira (15) a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

A estimativa é de que os supermercados fechem o ano com um recuo de 0,3% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado. Para 2016, as projeções da entidade são um pouco melhores, com perspectivas de mais um ano de recessão e vendas do varejo positivas, em torno de 0,4%.

Segundo a pesquisa, a frequência de compras nos supermercados brasileiros caiu 6,1% no primeiro semestre do ano. Neste mesmo período foram registradas 2,6 visitas a menos por lar.

As regiões Norte e Nordeste foram as últimas a diminuírem o consumo, mas já são responsáveis por 27% da queda do semestre. As metrópoles brasileiras continuam com forte diminuição na frequência de compras, como a Grande São Paulo, que registrou menos 6 idas aos supermercados, e a Grande Rio de Janeiro, com menos 5 visitas.

Em relação ao volume médio por viagem, as classes mais altas foram as mais impactadas. As classes A/B1 registraram juntas queda de 7%, seguidas da C2 com recuo de 5% e da C1 que registrou redução de 4% no volume médio.

Apesar do momento de crise econômica, os lares brasileiros expandiram suas compras para categorias premium no primeiro semestre, com um aumento de 3,4% no volume de vendas em comparação com o mesmo período de 2014.

Segundo a Abras, os supermercados têm registrado aumento de compras de abastecimento, com destaque para o atacarejo (compras por atacado), que representou no primeiro semestre 65% da importância do volume de compras de abastecimento em 2015.

Baixa confiança

O Índice de Confiança do Supermercadista, elaborado pela Abras em parceria com a GfK, mostra que 48,8% dos empresários do setor (quase metade em uma escala de 0 a 100) estão receosos em relação ao cenário macroeconômico atual do País, ou seja, a expectativa é negativa. O índice foi lançado este ano.

De acordo com o índice, mesmo considerando a margem de erro, que seria de 5 pontos percentuais para cima ou para baixo, os resultados de 2015 (45,9% em fevereiro; 48,0% em abril; 43,4% em junho; e 48,8% em agosto), são muito consistentes ao longo do ano e confirmam uma desconfiança por parte dos supermercadistas que não está se revertendo.

O Departamento de Economia e Pesquisa da entidade e a GfK começaram a pesquisar o Índice de Confiança do Supermercadista em setembro do ano passado. Na época, o indicador apresentou resultado positivo (65% em escala de 0 a 100), demonstrando a confiança que havia no mercado consumidor brasileiro.

Depois disso, o indicador foi trabalhado e sua avaliação realizada a cada dois meses, até a primeira divulgação, que ocorre hoje. A partir de agora, o Índice de Confiança do Supermercadista Brasileiro será divulgado a cada dois meses.

Fonte: G1

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