• Outubro de 2017
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Confiança do empresário do varejo de SP tem menor nível desde 2011

Pelo 9º mês consecutivo, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio em São Paulo registrou queda, ao passar de 77,5 em julho para 73,9 pontos em agosto (-4,6%) e atingiu, assim, o menor nível da série histórica iniciada em março de 2011.

O índice varia de 0 (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total) e é apurado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

De acordo com a FecomercioSP, há um desalento generalizado com o ritmo das vendas, com expectativas cada vez mais baixas, e o cenário se degradando mais rápido do que se imaginava, sem contar a maior cautela por parte dos consumidores de assumir novas dívidas e renovar empréstimos.

Com isso, os empresários colocaram o pé no freio em investimentos e contratações. Para a entidade, é muito baixa a probabilidade de reversão do cenário econômico a médio prazo, o que pode impactar ainda mais no sentimento de insatisfação dos empresários.

A confiança dos empresários do setor de não duráveis - que incluem as atividades de supermercados, farmácias e perfumarias - atingiu 69,6 pontos em agosto, queda de 6,2% na comparação mensal e 29,3% na comparação anual. No setor de semiduráveis (vestuário principalmente), o indicador registrou 80 pontos (retrações de 8,2% e 22,9%), enquanto no setor de duráveis (móveis, eletrodomésticos, eletrônicos e veículos) o índice atingiu 73,8 pontos (-1,4% e -22,2% nas comparações mensal e anual, respectivamente).

Quesitos

Os três quesitos que compõem o indicador registraram queda. O Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio apresentou retração de 4,9% em relação ao mês anterior e atingiu 36,7 pontos, ante 38,6 em julho, o que remete a uma percepção cada vez mais pessimista com relação ao atual momento econômico.

O Índice de Expectativa do Empresário do Comércio registrou queda de 3,6% em relação a julho e passou de 118,6 pontos para 114,3 em agosto, enquanto o Índice de Investimento do Empresário do Comércio foi o que mais contribuiu para a variação negativa do indicador: recuou 6,1% em relação ao mês anterior e atingiu 70,7 pontos.

Por porte

A desconfiança nas condições econômicas tem sido semelhante entre grandes e pequenos empresários. A variação do índice de confiança para as empresas com mais de 50 funcionários (grandes) apresentou queda mais significativa, de 29,7% em relação a agosto de 2014. Na comparação mensal, passou de 82,4 pontos em julho para 78,4 em agosto.

Já para as empresas com até 50 empregados, a queda anual foi de 24,7% (73,8 pontos em agosto, ante 98 pontos em agosto do ano passado). Na comparação mensal, a queda foi de 4,6%.

Fonte: G1