• Novembro de 2018
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Jovens faturam R$ 2 milhões com almofadas de emoji

Formado em administração pela Universidade Federal de Minas Gerais, Charles Simão decidiu largar a carreira de consultor financeiro para empreender. Aos 29 anos, criou a FofoStore, loja de almofadas de emojis que deve faturar R$ 2 milhões em 2015.

Segundo Simão, a ideia surgiu quando ele notou como as pessoas usavam os pequenos desenhos para expressar suas emoções na internet. “Por que não utilizá-los na vida real”, diz. Para o jovem, a crescente dos emojis conciliava com o modelo de negócio que havia desenvolvido para sua primeira empresa.

Antes de se arriscar no mundo dos “smiles”, Simão havia criado a Print4Me, um e-commerce de capas personalizadas para celulares. Neste projeto, firmou um bom relacionamento com fornecedores chineses.

Para o empreendedor, essa era a técnica perfeita para tirar a FofoStore do papel. “Na China, o pequeno empresário tem espaço, não importa se você já possui um produto renomado”, afirma.

Em novembro de 2014, ao lado dos sócios Bruno Scolari, 30, e Marcelo Abritta, 30, Simão criou seis modelos de almofadas para enviar ao fornecedor chinês. Mas, visando o Natal daquele ano, os jovens precisavam de mais dinheiro do que tinham para produzir em grande escala.

Foi ai que um investidor-anjo entrou na história. Abritta, engenheiro aeronáutico formado pelo ITA, conversava sobre a FofoStore com o ex-colega de faculdade Rafael Rocha, que estava querendo investir e aceitou entrar como sócio da empresa. O investidor-anjo colocou R$ 200 mil no negócio.

Com o aporte, o e-commerce conseguiu vender mais de três mil almofadas no final de 2014, faturando R$ 200 mil só com o Natal. “Foi tão grande que quebrou o nosso estoque. Simplesmente não tínhamos mais produtos para vender”, diz Simão.

Isso fez com que a empresa ficasse três meses sem divulgação. “Não podíamos colocar a nossa empresa no mapa sem estoque suficiente.” Para desenvolver um projeto mais sólido, Simão e seus colegas foram atrás de novos investidores.

Em abril de 2015, conseguiram mais um aporte de R$ 450 mil de outro investimento-anjo. Dessa vez, os empreendedores decidiram trabalhar com o modelo de retorno fixo, sem que os investidores se tornassem sócios.

Saindo da internet

O dinheiro fez com que a pretensão dos mineiros para a FofoStore crescesse ainda mais. A meta da equipe era aumentar o fornecimento de estoque para revendedores de outras cidades brasileiras e investir em lojas físicas. “É um produto comprado impulsivamente e, muitas vezes, ficamos escondidos na internet”, diz Simão.

Em agosto deste ano lançaram o primeiro quiosque da FofoStore no BH Shopping, de Belo Horizonte. “Em menos de um mês, a resposta tem sido melhor do que esperávamos.” A empresa pretende lançar mais um quiosque na capital de Minas Gerais e uma unidade física em São Paulo até o fim do ano.

Vendendo até três mil almofadas por mês, por enquanto, o faturamento mensal da empresa é de R$ 150 mil, e a FofoStore deve fechar 2015 com R$ 2 milhões. Mas Simão acredita que o impacto dos quiosques deve ser ainda maior nas finanças da empresa. “O site ajuda muito, mas não esperamos crescer todo o nosso potencial só com o online”, afirma.

Para isso, Simão afirma que a empresa planeja buscar mais investimentos até o final deste ano. “Conheço o mercado financeiro e sei do potencial da nossa empresa. Com mais investimento, a loja só tende a crescer ainda mais.”

Fonte: Revista PEGN

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