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Terça-feira, 07 de Dezembro de 2010
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Medidas de contenção de crédito vão reduzir 'ímpeto' do consumo, diz CNI
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As medidas para conter o crédito anunciadas pelo Banco Central vão reduzir o "ímpeto" do consumo, avaliou nesta segunda-feira (6) o gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco.
Na última sexta feira (3), o BC anunciou aumento da alíquota dos depósitos compulsórios, retirando R$ 61 bilhões da economia brasileira, além das novas regras para cartões de crédito e, também, da exigência de mais capital por parte dos bancos para operarem empréstimos de prazo maior.
"Se o ritmo da atividade já vinha se arrefecendo [desaquecendo], essas medidas tendem a ter um impacto de causar um arrefecimento mais intenso no início de 2011. Em qualquer mercado, se tem menos recursos [para empréstimos], o preço [taxa de juros bancária] tende a subir. Isso vai impactar os setores mais dependentes do crédito, como os bens de consumo duráveis [automóveis e linha branca], que são comprados com financiamento", disse Castelo Branco.
O economista da CNI observou que a medida vai ter menos efeito para os chamados bens de consumo mais leves, que são pagos à vista. Entretanto, acrescentou que estes produtos também devem sentir algum impacto da medida. "Como a renda é uma só, quando você faz uma alteração dessa natureza, eles [compradores] terminam realocando suas decisões de consumo. Se eles já estão comprometidos, vai sobrar menos para os bens que eles compravam à vista. Tem impacto em todos mercados, mais concentrados naqueles que mais dependem de crédito", declarou ele.
Em um cenário de crédito mais escasso, Castelo Branco observou que as empresas de menor porte são as primeiras a sofrer, assim como as pessoas físicas que têm histórico de crédito menos favorável. "Estes vão ter que arcar com custos mais elevados. Medidas desta natureza terminam por atingir esses agentes com mais fragilidade", declarou.
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Fonte: G1
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Tags: Crédito, Juros, Consumo
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