• Outubro de 2017
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Franquias que ignorarem tecnologia vão morrer, diz CEO da IFA

O mercado de franquias americano cresce acima da economia dos Estados Unidos há, pelo menos, cinco anos. Em 2015, a expectativa é aumentar 5,2% - contra 3,4% do PIB - e chegar a US$ 521 bilhões.

A exemplo do que acontece no Brasil, as marcas americanas enfrentam desafios e se renovam para conquistar o consumidor mais conectado e multicanal. " Todas as franquias precisarão ficar atualizadas com o uso da tecnologia para chegar aos consumidores ou não irão sobreviver e ponto final", diz Stephen J. Caldeira, CEO da International Franchise Association (IFA).

Durante visita ao Brasil para participar da 6° edição do Fórum Internacional de Gestão de Redes de Franquias e Negócios, Caldeira falou com exclusividade a Pequenas Empresas e Grandes Negócios sobre como superar a crise e conquistar o novo consumidor. Confira os melhores momentos da entrevista abaixo:

Como você enxerga o mercado de franquias nos próximos 10 anos?

É difícil prever como a indústria de franquia estará em 10 anos. Mas nós sabemos que se as barreiras regulatórias forem continuarem iguais e o modelo de franquia atual se mantiver, as franquias nos Estados Unidos continuarão na tendência de crescimento, que vai além do crescimento econômico do país nos últimos cinco anos. Nós esperamos ver esse crescimento continuar com o surgimento de novos formatos que se adaptem às demandas dos consumidores.

O Brasil passa por um momento delicado, de crise política e econômica. Como as franquias podem passar por isso sem prejuízos?

O mais importante é que as franqueadoras e seus franqueados foquem na excelência operacional, na inovação com novos produtos e serviços, aumentando a eficiência da cadeia e também os lucros. Acima de tudo, é preciso oferecer um serviço extraordinário aos consumidores. Foi assim que o mercado passou para grande recessão de 2007 e o Brasil pode tirar algumas lições disso. Além disso, um dos benefícios de muitos franqueadores é ter expansão internacional, o que distribui melhor os riscos de manter os negócios em um único mercado. Nos últimos anos, a IFA tem visto um aumento do número de franqueadores brasileiros que estão indo a eventos e explorando o mercado norte-americano.

O consumidor está cada vez mais multicanal, pesquisando online antes de comprar no ponto de venda. O que as franquias devem fazer para lidar com isso?

Estamos ajudando nossos membros a usar novas tecnologias de comunicação e marketing digital para alcançar com êxito os consumidores, bem como para recrutar potenciais franqueados. A tecnologia também está nos permitindo fornecer mais informações diretamente para os potenciais franqueados para ajudá-los a entender melhor o modelo de franquias e determinar se o franchising é o ideal para eles. Todas as franquias precisarão ficar atualizadas com o uso da tecnologia para chegar aos consumidores ou não irão sobreviver e ponto final.

Como você enxerga o mercado de franquias brasileiro?

Os franqueadores brasileiros constituem um dos maiores e mais diverso grupo de marcas franqueadoras que já surgiu em qualquer país. Essas empresas já demonstraram sucesso em um país grande e diversificado, o que representa bem o potencial de crescer fora das fronteiras brasileiras. Nós estamos felizes em dar as boas-vindas a mais empresas do Brasil no mercado americano.

Fonte: Revista PEGN