• Outubro de 2017
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Intenção de consumo das famílias atinge mínima histórica pelo 7º mês

A intenção de consumo das famílias caiu em agosto e atingiu sua mínima histórica pelo sétimo mês consecutivo. A série começou a ser pesquisada em 2010. Os dados são da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O indicador registrou 81,8 pontos em agosto – 5,9% abaixo do que no mês anterior. Frente ao mesmo período de 2014, o recuo foi de 32,3%. Desde maio, a intenção de consumo das famílias vem se mantendo abaixo de 100 pontos, indicando a insatisfação dos 18 mil entrevistados com a situação atual.

De acordo com a CNC, os subíndices que medem a percepção em relação à situação atual de renda e emprego são os únicos que se mantêm acima de 100 pontos. No entanto, para 32,1% dos entrevistados, o nível atual de renda é considerado insatisfatório – percentual recorde na série histórica da pesquisa. Em agosto de 2014 essa taxa era de 15%. O índice registrou quedas de 4,4% na comparação mensal e 26,6% ante o mesmo período do ano passado.

A maior queda na intenção de compra, de 49,5%, é de bens duráveis. Praticamente sete em cada dez entrevistados (69,2%) não acreditam que o momento atual seja favorável ao consumo desses produtos.

"A CNC acredita que a combinação entre a queda no ritmo de atividade econômica e o atual nível de inflação contribui para reduzir as chances de reversão desse quadro em médio prazo", disse a CNC, em nota.

Diante da deterioração das condições de consumo, a confederação reduziu a expectativa sobre a variação do volume de vendas para o varejo em 2015: de queda de 1,9% para recuo de 2,4%.

Fonte: G1