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Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010
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Volume de vendas dos supermercados cresce 3,2% em 2009
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A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) divulgou hoje o Índice Nacional de Volume, que mensura as vendas dos supermercados em volume. O indicador apresentou crescimento de 3,2% em 2009 na comparação com 2008, quando a variação foi de 0,40%.
Entre os destaques de alta estão bebidas alcoólicas, com 8,6% de variação em 2009 na comparação com o ano anterior; perecíveis, com um ganho de 7,2%; bebidas não alcoólicas, com 4,9%; e limpeza caseira, com 3,8%.
Também obtiveram ganhos higiene e beleza, com 2,1%; mercearia doce, com 1,1%, e mercearia salgada, com 0,9%. A cesta outros, que contém principalmente produtos de bazar, foi a única a ter queda no volume vendido em 2009, com declínio de 3,7%.
Na análise dos produtos, em 2009, entre as principais variações positivas em volume se destaca a bebida energética, com 69,6%. Outros exemplos de alta são a cerveja, com ganho de 10,5% nas vendas em volume; e frios e embutidos, que também tiveram acréscimo de 10,5%.
Já entre as principais variações negativas em volume estão uísque, com retração de 8,9%; suco de frutas concentrado, com declínio de 8,6%; e inseticida, com queda de 8,2%.
O índice, pesquisado pela Nielsen, ainda revelou que o formato padrão de supermercados, que tem entre 20 e 49 caixas, registrou um acréscimo de 9,3% nas vendas em volume durante o ano passado.
Já o formato de lojas com até quatro caixas ficou praticamente estável, com ligeira queda de 0,1%. Por sua vez, os supermercados com mais de 50 caixas tiveram uma perda de 6,4%.
Na análise das regiões do país, a Abras explicou que todas as áreas pesquisadas registraram aumento no volume vendido, com exceção de Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal. O crescimento mais significativo se deu na região da Grande São Paulo, com 6%.
O presidente da Abras, Sussumu Honda, afirmou que a perspectiva é positiva para o setor supermercadista este ano. No entanto, ele disse que o governo precisa reduzir a carga tributária de produtos de largo consumo, particularmente do setor alimentício e de higiene e limpeza.
Segundo ele, o setor supermercadista já apresentou alguns estudos ao governo sobre a necessidade de redução da carga nesses segmentos. "Parte da população nem mesmo tem acesso a creme dental", explicou. "Em março, apresentaremos a reivindicação ao governo", comentou.
"Há uma sensibilidade dentro do governo quanto a esse tema. Por isso, nós apostamos que iremos conseguir. Devemos aproveitar que é um ano de eleições para fazer isso", declarou o executivo da Abras.
"O que o governo não pode é ficar preso na discussão sobre se, por exemplo, ao isentar sabonetes, deve isentar inclusive os itens de luxo. Ou, no caso do creme dental, se a isenção deve incluir os cremes mais caros. É preciso isentar toda a categoria. A fabricação de sabonetes de luxo não é assim tão significativa", argumentou Honda.
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Fonte: Valor Online
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Tags: Vendas, Supermercados
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