• Novembro de 2017
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Para economizar, classe C troca marca e deixa de comprar doces

Os brasileiros já sentiram a alta nos preços nos supermercados e, para economizar, estão mudando os hábitos de consumo. A classe C, por exemplo, trocou a marca de produtos de higiene e limpeza por uma mais barata e abriu mão de produtos supérfluos, como salgadinhos, chocolates e doces.

A inflação nos supermercados acumula alta de 9,14% nos últimos 12 meses, de acordo com a Apas (Associação Paulista de Supermercados). O preço desses produtos foi diretamente influenciado pelo reajuste da energia elétrica, pela alta do dólar e pela estiagem em diversas regiões do País.

O economista Rodrigo Mariano, gerente do departamento de economia e pesquisa da Apas, explica que a variação do dólar ao longo dos últimos 12 meses impacta não só os produtos importados, mas também os que dependem de insumos produzidos em outros países.
— Já os reajustes na energia elétrica continuam afetando os custos da indústria, que se utiliza intensivamente deste insumo para a produção, como é o caso dos panificados, por exemplo.

Técnicas para economizar

Segundo a Apas, nesse período de inflação, o consumidor adota algumas técnicas seguindo um raciocínio lógico, com o intuito de não perder seu poder de compra adquirido, sendo:

1º: verifica pontos de vendas mais baratos, optando, muitas vezes pelo atacado;
2º: faz compras em determinado período do mês, apenas;
3º: opta por diferentes tipos de embalagens (com mais produtos a um preço menor);
4º: troca marcas convencionais por mais baratas;
5º: deixa de comprar itens.

Mariano afirma ainda que, enquanto a classe C deixou de comprar os supérfluos e trocou a marca líder pela segunda marca colocada, a classe A e B busca ganhar promoções e prazos para não abrir mão de produtos premium.
— Hoje o consumidor economiza nos produtos de limpeza, mas não abre mão dos itens premium que adquiriu no passado, quando seu poder de compra era maior. Ele também acaba deixando os supérfluos e trocando as marcas mais caras pelas mais baratas.

Outra tática do consumidor é procurar os produtos de marca própria (do supermercado), que em alguns casos chegam a custar quase a metade do valor das marcas líderes. Pesquisas da Nielsen mostram que mais da metade das marcas líderes pesquisadas pelo Instituto, entre as 132 categorias de produtos monitoradas, registrou queda superior a 3% em suas vendas neste ano. E que as mais tradicionais em seu nicho de mercado, 29% das 127 pesquisadas, vêm perdendo espaço para marcas menos conhecidas.

O gerente de marca própria do Atacadista Roldão, Pedro Camargo, afirma que a venda de produtos marca própria aumentou 10% nos últimos meses.
— É um crescimento bastante expressivo e que sinaliza que deveremos superar o resultado do ano anterior.

Em todo o País, esse segmento movimentou R$ 3,9 bilhões no ano passado e a expectativa para 2015 é de crescimento de 10% a 15%, de acordo com a previsão da ABMAPRO (Associação Brasileira de Marcas Próprias).

Queda nas vendas dos supermercados

De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo teve queda de 2,7% no volume de vendas em junho deste ano na comparação com o mesmo mês de 2014. Com isso, o setor ocupou a segunda maior posição na contribuição para a queda do índice geral.

Esse setor sofre o impacto direto da diminuição da renda dos trabalhadores e da elevação dos preços da alimentação em casa, além da redução e encarecimento da oferta de crédito observada ao longo deste ano.

Natal sem importados

O câmbio ainda alto deve afetar o Natal dos brasileiros. Segundo Mariano, é esperada uma leve melhora no volume de vendas dos supermercados no segundo semestre deste ano em relação ao primeiro, por causa do período natalino.
— Os brasileiros deverão dar prioridade para produtos nacionais e que não tenham insumos importados, para economizar no Natal. O dólar alto deve diminuir a procura por produtos de fora do País.

Fonte: R7

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