• Outubro de 2017
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Empresa fatura R$ 200 mil por mês com bolsas de marmita

Como professor de educação física, Karlos Brasília adquiriu cedo o costume de levar marmita para o trabalho. Mas logo esbarrou em uma dificuldade: não encontrava no mercado bolsas boas o suficiente para guardar seus potes. Para mudar isso, Brasília mandou fazer 30 bolsas com um sapateiro de bairro, gastando R$ 500. Ali nascia a 2goBag, um e-commerce de marmiteiras de luxo que hoje fatura R$ 200 mil por mês.

A ideia inicial dos amigos e fundadores Karlos Brasília, 36, e Gabi Vianna, 43, era atender pessoas preocupadas com alimentação. Mas com o tempo, o professor de educação física e a designer notaram que o público-alvo da sua loja era muito maior. “Percebemos que os consumidores não são somente da área do esporte. Muita gente passou a usar a marmita”, diz Brasília.

Para os desenvolvedores, o interesse na loja é resultado dos investimentos da dupla em design e luxo. “As pessoas não percebem que dentro daquela bolsa há um pote com comida. O objetivo é desconstruir a ideia de que marmitar é cafona”, afirma Brasília.

Negócios

Diferente do recomendado por especialistas, a empresa nunca fez um plano de negócios e não tem departamento financeiro. São cinco profissionais cuidando do negócio - contando os dois sócios.

Mas o “plano” parece ter dado certo. Com um ticket-médio de R$ 300 e 1,5 mil bolsas vendidas mensalmente, a empresa já arrecada R$ 200 mil por mês e pretende fechar 2015 com R$ 2,5 milhões de receita.

Outro fator que parece ter ajudado a 2goBag a crescer foi o baixo investimento. Além de a designer cuidar de toda a arte do site, ele é resultado de uma parceria entre a empresa e uma plataforma voltada para o comércio eletrônico. “Pagamos R$ 100 reais por mês para manter o site”, diz Brasília.

Migração

O empreendedor também apostou em um showroom na cidade de São Paulo e em parcerias com mais de 220 lojas espalhadas pelo país. “Com as parceiras nós seguimos uma política de manter uma distância mínima de 5 km entre as lojas, pois não queremos criar rivalidade.”

Segundo Brasília, o investimento de R$ 30 mil em uma loja física no bairro de Sumaré, na cidade de São Paulo, aconteceu naturalmente. “Nós sentimos que o cliente sente credibilidade em uma empresa que possui um endereço físico. Passa confiança”, diz.

Fonte: Revista PEGN