• Outubro de 2017
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Varejo e quadro fiscal seguram taxas futuras perto dos ajustes

Os juros futuros novamente terminaram perto dos ajustes anteriores, com ligeiro viés de baixa, em meio aos indicadores fracos do varejo e à cautela com o quadro fiscal. Ao término da sessão regular, o DI janeiro de 2016 fechou estável em 14,04% e o DI janeiro de 2017 passou de 13,56% no ajuste de ontem para 13,53%. O DI janeiro de 2021 encerrou em 12,59%, de 12,60% no ajuste de ontem.

Os juros futuros oscilaram em baixa, mas entre margens estreitas. Os dados do varejo de maio vieram fracos e colados ao piso das estimativas coletadas pelo AE Projeções, o que segurou as taxas em baixa. No conceito restrito, caíram 0,9% em maio ante abril, perto do piso das previsões, de queda de 1,00%. O varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, caiu 1,8% em maio na margem, pior do que a estimativa mais pessimista do levantamento, de queda de 1,70%.

Contudo, as preocupações em torno do quadro fiscal limitaram um fechamento mais forte da curva. As discussões sobre a revisão para baixo da meta de superávit primário prosseguem, mas uma definição por parte do governo deve vir somente na próxima semana, quando será entregue ao Congresso Nacional o relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas. Em sua participação em audiência pública na Comissão de Assuntos Internacionais (CAE) do Senado, nesta manhã, ministro do Planejamento, Nelson Barbosa reiterou que a meta de superávit primário é de 1,1% do PIB em 2015.

Adicionalmente, os eventos da semana também não recomendam abertura de grandes posições vendidas. Amanhã chega ao Brasil uma missão da Moody's para conversas com a equipe econômica e a expectativa do mercado é de que a nota soberana não vai escapar de um rebaixamento, embora o grau de investimento deva ser preservado.

Vale lembrar ainda que nesta quarta-feira (15) haverá discurso da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, na Câmara, e o parlamento da Grécia deve votar as reformas propostas pelo primeiro-ministro Alex Tsipras para o fechamento de acordo com os credores.