• Outubro de 2017
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Inadimplência dos setores de telecomunicação e varejo sobe quase 40%

A inadimplência do consumidor com empresas do setor de telecomunicação cresceu 39,5% e a do varejo 38,2%, no acumulado do ano até abril, em comparação com mesmo período do ano passado, de acordo com estudo inédito desenvolvido pela área de big data da Serasa Experian. Desde 2012, quando a Serasa começou a fazer o levantamento, este é o segundo maior crescimento para o período que engloba os quatro primeiros meses do ano. O maior crescimento ocorreu em 2013, quando a inadimplência aumentou 51,0% nos quatro primeiros meses do ano.

Em abril de 2012, primeiro ano do estudo, o crescimento registrado foi de 4,4%. Em 2013, no mesmo período, o percentual bateu recorde para o acumulado de janeiro a abril e chegou a 51,0%. No ano seguinte, em 2014, a inadimplência do consumidor com empresas de telecomunicação caiu 19,6% no período e, neste ano, voltou a crescer, atingindo R$ 39,5%.

Depois de fechar 2014 com queda de 1,7% na inadimplência do consumidor, as empresas de telecomunicação viram a situação começar a mudar no início de 2014. Nos quatro primeiros meses de 2015, janeiro foi o que apresentou a maior alta: 26,1% em relação a janeiro de 2014. Em seguida, como segundo mês do ano com maior alta, está fevereiro (13,0% em relação a fevereiro de 2014). Março apresentou alta de 12,7% e abril fechou com aumento de 5,9% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Nos quatro primeiros meses de 2015, janeiro foi o que apresentou a maior alta: 49,6% em relação a janeiro de 2014. Em seguida, como segundo mês do ano com maior alta, está fevereiro (42,4% em relação a fevereiro de 2014). Março apresentou alta de 35,4% e abril fechou com aumento de 34,1% em comparação com o mesmo período do ano passado.

A inadimplência no setor de telefonia está subindo mais que as dos demais setores. No acumulado de 2015, a inadimplência nos setores não bancários aumentou 16,7%, o bancário 14,1%, no de energia a alta foi 11,0% e no varejo foi 38,2%, número inferior aos 39,5% do setor de telefonia. No ano passado, a situação era diferente: Enquanto os setores não bancários tiveram alta de 3,9% em 2014, as empresas de telecomunicação viram a inadimplência do consumidor diminuir 1,7%.

Segundo os economistas da Serasa, quatro fatores estão impactando a condição de pagamento do consumidor: desemprego, alta nas tarifas públicas (energia, água, transportes urbanos etc.), inflação e alta de juros. Sem dinheiro suficiente para pagar todas as suas dívidas rapidamente, o cidadão está priorizando os serviços de utilidade básica, como energia.

Malabarismos com o orçamento

Quem está inadimplente e mesmo quem não está, mas sente que a situação financeira ficou mais apertada deve repensar os hábitos de consumo. Não existe milagre, mas pequenas mudanças de comportamento podem fazer aparecer dinheiro nas finanças da família. De acordo com o Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência do Consumidor existe uma tendência de crescimento das taxas de inadimplência para os próximos dois trimestres, o que exigirá ainda mais cautela por parte do consumidor.