• Outubro de 2017
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Com venda fraca, varejo brasileiro precisa de ajustes para evitar piora em ratings, avalia Fitch

As companhias de varejo no Brasil precisam realizar ajustes nas operações para evitar deterioração em suas métricas de crédito e piora nos ratings, avaliou a agência de classificação de risco Fitch Ratings. Em comentário, a Fitch afirma que alguns varejistas já têm tomado passos para ajustar suas operações ao momento de vendas mais fracas.

Desaceleração na abertura de novas lojas e reposicionamentos de marca são apontados pela Fitch como movimentos que têm ocorrido no Brasil como forma de as varejistas "encolherem suas operações de acordo com a demanda mais fraca". "A Fitch acredita que as varejistas classificadas pela agência precisam fazer os ajustes necessários em suas operações, a fim de evitar a deterioração ainda maior de seus indicadores de crédito e, possivelmente, impactos negativos nos ratings", diz.

A agência cita ainda o fechamento de vagas de emprego e menciona um número de 4,2 mil demissões no varejo em semanas, citando dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "Nas últimas semanas, estas empresas demitiram aproximadamente 4,2 mil funcionários, sinalizando que um ajuste em suas estruturas operacionais é necessário para suportar o já esperado baixo ritmo de vendas ao longo do segundo semestre".

Em todo o comércio varejista, os desligamentos superaram as admissões em 154,6 mil no acumulado deste ano até maio, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Apenas em maio, o saldo negativo foi de 14,6 mil, pior resultado para o setor desde o início da série histórica em 1992.

A agência pondera que a performance macroeconômica fraca pressiona a geração de caixa das varejistas no país. "O desempenho das vendas 'mesmas lojas' abaixo do esperado, resultante da demanda pressionada e do excesso de liquidações, tem sido observado em todo o setor, impactando a escala de negócios e as margens operacionais das varejistas", diz a Fitch.