• Outubro de 2017
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CNC revisa projeção de vendas do comércio em 2015 para -1,1%

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou de -0,4% para -1,1%, a expectativa de vendas do comércio varejista em 2015. Esta é a quarta revisão para baixo realizada pela entidade, “diante da perspectiva de continuidade na tendência de encarecimento dos recursos no mercado de crédito e de novas quedas na confiança do consumidor”.

A nova projeção foi divulgada nesta terça-feira (16), após as vendas do comércio varejista brasileiro registrarem recuo de 0,4% em abril, na comparação com março, e queda 3,5%, em relação a abril de 2014. Este foi o pior resultado para o mês desde 2003, quando o recuo foi de 3,7%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em comparação com março, também foi o pior abril desde 2003, quando a queda também foi de 0,4%. No acumulado do ano, de janeiro a abril, a queda é de 1,5%.

“Claro que o comércio está passando por dificuldade. O comércio vem refletindo a dificuldade da economia, por preços que estão subindo, e a renda que está comprometida. [A queda de] 3,5% [na comparação com abril de 2014] reflete mais o resultado do comércio. Quando coloca ampliado [varejo mais veículos, motos e peças], a queda é maior ainda por causa dos veículos que vêm em queda livre”, analisou Juliana Vasconcellos, gerente de Serviços e Comércio do IBGE.

Pesquisa mensal

A Pesquisa Mensal do Comércio apontou que as maiores quedas ocorreram nos ramos de móveis e eletrodomésticos, -16%, e livros, jornais, revistas e papelaria, -9,1%.

As vendas de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos apresentaram o melhor desempenho ante os demais setores, cresceu 6,2%), “evitando, assim, uma queda mais expressiva do indicador”.

Varejo ampliado

Para o varejo ampliado - que inclui veículos, motos, partes e peças e de material de construção-, a entidade projetou queda de 6,5% ante 2014, principalmente em decorrência da perda de força do setor automotivo (-24,6%).

“Entretanto, a perspectiva de perda de força da inflação na segunda metade do ano deverá propiciar alguma recuperação dos setores especializados na comercialização de bens de consumo não duráveis, como alimentos, medicamentos e combustíveis”, afirmou Fabio Bentes, economista da Confederação, em nota.

Fonte: G1