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Terça-feira, 21 de Setembro de 2010
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Falta de mão de obra é desafio para 50% dos CEOs brasileiros, aponta estudo da IBM
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CEOs brasileiros revelam que a falta de mão de obra qualificada é ainda um grande obstáculo para o sucesso das empresas. A constatação é feita pela metade dos presidentes brasileiros que participaram do Global CEO Study 2010, maior pesquisa sobre líderes empresariais do mundo, realizada pela IBM com mais de 1,5 mil CEOs de 33 segmentos e de 60 países, incluindo o Brasil.
Fatores de mercado e macroeconômicos também se destacaram como forças que preocupam os executivos brasileiros. O estudo e suas conclusões foram apresentados durante o IBM Fórum 2010, realizado no Expo Transamérica, em São Paulo.
“O déficit de profissionais se dá tanto no nível estratégico quanto para funções operacionais dentro da organização”, explica Ricardo Gomez, líder de serviços em consultoria da IBM para a América Latina.
A preocupação dos CEOs brasileiros com as competências dos profissionais é percebida em outras áreas da pesquisa. No quesito qualidade de liderança, os executivos locais concordam com os CEOs do resto do mundo que ‘criatividade’ seguida de ‘integridade’ devam ser as principais aptidões de um líder. ‘Dedicação’ – a terceira qualidade, apontada por 38% dos brasileiros – não entrou para a agenda dos CEOs de alta performance, aqueles que atuam em organizações que obtiveram os melhores resultados financeiros mesmo durante períodos de oscilação econômica. Para eles, ‘influência’ e ‘pensamento global’ são atributos mais importantes.
Com relação à categoria competência na execução, mais da metade dos entrevistados brasileiros (55%) indica a ‘responsabilidade individual’ (accountability) como principal característica para que as empresas alcancem o sucesso nos próximos anos. Em contrapartida, 45% dos CEOs de organizações de alta performance consideram a ‘rapidez na execução’ a competência de maior destaque desta categoria, e colocam a ‘responsabilidade individual’ na última posição, com 20%.
Já os ‘fatores tecnológicos’, apontados como a segunda força externa de impacto nas organizações pelos CEOs globais, não são tratados como urgência para os brasileiros. Para eles, ‘questões regulatórias’ e ‘fatores macroeconômicos’ são temas mais importantes do que tecnologia.
“O CEO brasileiro demonstra apostar o sucesso de seus negócios mais nas pessoas do que em processos e sistemas. Ele valoriza as horas dedicadas à empresa e a responsabilidade individual na prestação de contas do trabalho realizado é considerada atributo primordial”, explica Gomez.
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Fonte: Varejista
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Tags: Mercado de trabalho
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