• Outubro de 2017
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Vendas do varejo do Rio recuaram 2,4% em abril

O comércio da cidade do Rio de Janeiro vendeu menos 2,4% em abril em comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com a pesquisa Termômetro de Vendas divulgada mensalmente pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDLRio, que ouviu cerca de 500 estabelecimentos comerciais. Foi o quarto mês do ano de resultado negativo (ou positivo). Em comparação com o mês de março as vendas também recuaram 8 %. No acumulado de janeiro/abril houve uma queda de 0,3% em relação a igual período de 2014.

Os setores do Ramo Mole (bens não duráveis) com melhor desempenho foram o de calçados (1,1%) e tecidos ( 0,5%) e no Ramo Duro (bens duráveis) foi o de móveis (0,3%). Confecções e Moda Infantil, Jóias, Óticas e Eletrodomésticos apresentaram resultados negativos. Quanto à forma de pagamento à vista foram as preferidas, superando as vendas a prazo.

Em relação às vendas conforme a localização dos estabelecimentos comerciais, a pesquisa mostrou que, no Ramo Mole, as lojas da Zona Sul foram as que mais venderam, seguidas das lojas do Centro e da Zona Norte e, no Ramo Duro, as lojas da Zona Sul também lideraram as vendas, seguidas da do Centro e da Zona Norte.

O primeiro quadrimestre do ano foi bastante prejudicado pelos excessivos feriados que resultaram em prolongamentos de até cinco dias. De acordo com a entidade, com base nos dados do IBGE, corrigidos para 2015, cada dia parado representa uma perda média de cerca de R$ 385 milhões. O mês de abril com os feriados de Paixão de Cristo, Tiradentes e São Jorge, e fevereiro (semana do Carnaval) que possibilitaram prolongamentos – o chamado “enforcamento”, foram os mais prejudicados.

De acordo com o Aldo Gonçalves, presidente do CDLRio, os feriados e seus prolongamentos penalizam os lojistas, principalmente as lojas de rua que são as que mais sofrem, especialmente o Centro da cidade que fica completamente deserto. Só este ano, com os chamados “enforcamentos” há a possibilidade do cidadão folgar treze dias, incluindo os sábados, considerado pelo varejo o melhor dia de vendas da semana. No caso dos comerciários, estimativa do Centro de Estudos do CDLRio mostra que eles podem perder até um salário no ano, um verdadeiro 14º jogado fora.

Ele disse ainda que o resultado negativo de abril e dos primeiros quatro meses de 2015 poderiam ter sido piores se não fossem as várias iniciativas dos lojistas, entre elas o alongamento dos prazos de financiamentos, lançamento de produtos (especialmente nos segmentos de moda, brinquedos e confecções), promoções, descontos e liquidações. “Além disso também prejudicou a queda do nível de emprego, da renda e as incertezas da economia, que influenciaram bastante no resultado”, concluiu.