• Outubro de 2017
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Marketing da Cauda Longa ajusta suas vendas aos bolsos cada vez mais rarefeitos

Os consumidores mesmo quando perambulam solitários pelas lojas, shoppings ou balcões de crédito, estão, atualmente, cada vez mais interligados digitalmente com seus ambientes culturais e emocionais. São como as gotas d’água que se combinam, se acumulam e se vinculam para garantir a viscosidade líquida, no consumo colina abaixo.

São consumidores que percebem na consciência de seus bolsos coletivos as rendas se evanescerem a cada ciclo de renovação mensal do salário, a cada acerto com o Imposto de Renda.

São esses clientes liquefeitos, com suas rendas sistematicamente evaporadas, que sustentam os hábitos de compra da Cauda Longa, conforme descrito no livro “A Cauda Longa”, de Chris Anderson.

Por isso, estão sempre à procura de nichos, no garimpo incessante de mercadorias, produtos e serviços que sejam variados para se ajustar aos seus gostos e ao mesmo tempo que tenham preços que se adequem aos seus bolsos.

Porque, segundo Chris Anderson, à medida que as mercadorias se libertam dos grilhões das prateleiras e dos custos tradicionais de produção e de distribuição, são disponibilizadas ao público de maneira abundante e diversificada, com a ajuda dos meios digitais.

Meios digitais que permitem aos consumidores pesquisá-las, separá-las de acordo com seus gostos e necessidades, e adquiri-las na proporção da disponibilidade de seus recursos achatados.

“Cauda Longa” da concentração das riquezas

Quem prova a pressão que o próprio sistema capitalista exerce no ajuste do consumo aos moldes da Cauda Longa é Thomas Piketty no seu livro “O Capital no Século XXI”.

Segundo crítica de Marcelo Medeiro, da Revista Piauí, no texto “Piketty e nós”, o resumo do livro de Piketty é o seguinte: “Em todo o mundo, o capital é muito concentrado nas mãos de poucas pessoas; tal riqueza gera renda, na forma de aluguéis, dividendos, retornos financeiros – e a concentração aumenta ainda mais toda vez que esse rendimento do capital ultrapassa o crescimento da economia.”

O autor do texto da Revista Piauí continua: “Quando a concentração aumenta muito, começa a sobrar dinheiro. Algumas pessoas que não são capitalistas, como os executivos das empresas, têm maior facilidade para se apropriar desse dinheiro e fazem isso assim que possível, o que cria os super salários dos trabalhadores ricos. Mas esses trabalhadores ricos não consomem tudo o que ganham, investem o que poupam e tornam-se também capitalistas.”

E completa: “Como apenas uma parte do dinheiro que ganham vira consumo, a parte que chega aos trabalhadores mais pobres é ainda menor. Os mecanismos de acumulação são tão fortes, e os mecanismos de redistribuição tão fracos, que esse ciclo se repete indefinidamente se não houver algum tipo de intervenção.”

O resultado no Brasil dessa “Cauda Longa” da concentração das riquezas, de acordo com Marcelo Medeiro, da Piauí, é: “O topo da pirâmide concentra renda. Muita. O Censo mostra que o 1% mais rico dos trabalhadores detém quase 17% de toda a renda do trabalho do país. O que os mais ricos recebem é mais do que recebe toda a metade mais pobre dos trabalhadores brasileiros juntos.”

De acordo com o crítico da Revista Piauí, não estamos sós nessa desigualdade: “Nos Estados Unidos, que usam dados tributários que captam melhor todas as rendas no topo da distribuição, o 1% concentra mais de 19% da renda”.

Voltamos, como sempre, a Carlos Drummond de Andrade: “E agora José?”

A resposta é o Marketing da Cauda Longa

A primeira decisão é reconhecermos que o Marketing da Cauda Longa é uma ferramenta que consideramos essencial para ajustar as vendas à necessidade de consumo, que se mantém, mesmo com a escalada da concentração de renda e o consequente empobrecimento dos consumidores assalariados.

Portanto, para melhorar nossa eficiência na vinculação dos fabricantes e distribuidores de produtos com essa população consumidora, com a renda cada vez mais evaporada, é preciso voltar ao básico e reconhecer que “os consumidores mesmo quando perambulam solitários pelas lojas, shoppings ou balcões de crédito, estão, atualmente, cada vez mais interligados digitalmente com seus ambientes culturais e emocionais”, conforme afirmamos no abre desse texto.

E aproveitar uma das várias constatações que Chris Anderson apresenta em seu livro: “A economia digital hiper eficiente está gerando novos mercados. E, finalmente, a capacidade de explorar a inteligência dispersa de milhões de consumidores para que as pessoas encontrem o que lhes é mais adequado está determinando o surgimento de todos os tipos de novas recomendações e de métodos de marketing, atuando, basicamente, como os novos formadores de preferencias”.

Capici? Quem entender bem, talvez veja a oportunidade de avaliar em suas empresas as práticas, todas extremamente simples, que adotamos no Marketing da Cauda Longa. E transformar cada cliente em um relacionamento perene, que deve ser preservado e realimentado, no futuro, com ofertas, variedades de produtos e com preços cada vez mais ajustados às suas rendas.

Porque pelo andar da carruagem, a disponibilidade de gasto dos consumidores, independente da atual crise de consumo que envolve nossa economia, tende a continuar a ser achatadas, em função da escalada da concentração de renda do sistema capitalista, a valer as teses de Thomas Piketty no seu livro “O Capital no Século XXI”.

Serviço:

Mais informações sobre o Marketing da Cauda Longa (http://bit.ly/1cdfr1w) com Lourdes Pinheiro no 0800-11-1239 ou com Marco Roza, no 11-99618-4220

Fonte: Maxpress