• Novembro de 2017
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Empreendedor fatura R$ 38 mi com Johnny Rockets no Brasil

O paulistano Antônio Augusto de Souza, de 50 anos, e o mercado alimentício possuem um vínculo de longa data. No ramo há mais de 20 anos, o empreendedor já foi franqueado de várias marcas, inclusive do McDonald’s. Toda essa experiência fez com que ele ganhasse know-how e jogo de cintura para lidar com as oportunidades.

Enquanto era franqueado, Souza fez muitas viagens para o exterior e foi em uma delas que conheceu a Johnny Rockets, rede de hamburguerias com temática dos anos 50.

A marca chamou a atenção do empreendedor que, em 2003, após deixar o McDonald’s, entrou em contato com os executivos americanos para trazê-la para o Brasil. A ideia foi bem recebida, mas vários problemas surgiram na hora de colocá-la em prática. O primeiro e principal deles foi o fato de existir uma lanchonete no bairro Jardins, em São Paulo, chamada Rockets que imitava os conceitos da Johnny Rockets e já tinha registrado o nome da marca.

Foram oito anos de briga na justiça. Em 2011, a Johnny Rockets ganhou a liminar e, dois anos depois, o registro da marca. A partir de então, o processo de trazer a rede para o Brasil começou a fluir.

As lanchonetes da Johnny Rockets oferecem hambúrgueres, batatas fritas e milk-shakes em seus cardápios. “O restaurante não é fast casual, é entretenimento. Tem música, dança e interatividade com os clientes. Entendemos que no ramo de alimentação você tem que oferecer uma experiência”, afirma o empreendedor.

Por isso, uma equipe de funcionários brasileiros foi para os Estados Unidos para serem treinados e conhecerem a cultura da marca. E quando o grupo voltou, repassou os conhecimentos para toda a equipe.

A primeira unidade da Johnny Rockets foi aberta no fim de 2013, no Shopping Internacional de Guarulhos, em São Paulo. O sucesso foi grande e Souza abriu mais sete lanchonetes da rede no estado. O contrato inicial estabelecia que o empreendedor abriria 30 lanchonetes em 21 anos - com as duas unidades a serem lançadas nos próximos meses, ele terá cumprido um terço do acordo em um ano.

Souza, que é o máster franqueado da rede no Brasil, não pretende franqueá-la por enquanto. Ele prefere ter sócios minoritários para expandir o negócio. Nos próximos meses, pretende levar a marca para outros estados, como Goiás e Rio de Janeiro. “Quero sócios em cada lanchonete, de forma que eu não perca o controle do negócio. Prefiro ter pessoas com qualificação, que sejam responsáveis, tenham o network local e que já tenham experiência no segmento”, diz o empreendedor

A experiência de Souza veio a calhar em vários momentos e resultou, principalmente, na sua capacidade de tomar decisões rápidas. Esse aspecto, combinado com a flexibilidade da Johnny Rockets, tem gerado alguns experimentos nos cardápios da marca no Brasil. “A picanha é cultura no país, então criamos um lanche de picanha exclusivamente para os brasileiros. Também investimos em pratos quentes, que são muito populares no horário do almoço. Nosso foco continua sendo o hambúrguer, mas fizemos algumas adaptações para agradar nossos clientes brasileiros”, afirma Scott Chorna, vice-presidente de desenvolvimento internacional da marca.

Cada unidade da Johnny Rockets exige um investimento de R$ 2,3 milhões e conta com um faturamento anual de cerca de R$ 4,8 milhões. Para Souza, o sucesso da marca é motivo de grande satisfação. “É o meu parque de diversões. Gosto do segmento, conheço muito dele e aprendo mais todos os dias”, diz.

Fonte: Revista PEGN

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