• Novembro de 2017
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Estudo aponta desaceleração no consumo na América Latina

Um estudo realizado pela Kantar Worldpanel revelou que, em 2014, a América Latina registrou uma desaceleração no consumo. O crescimento do PIB na região foi de apenas 1,2% no último ano, contra 2,8% em 2013. Além disso, as previsões apontam que haverá um baixo índice de crescimento neste ano, de apenas 1,3%.

A insegurança e a violência ainda ocupam o primeiro lugar quando o assunto é a principal preocupação dos latino-americanos (59%), seguidos pela saúde (45%). Porém o aumento de preço e a inflação também seguem no topo das principais preocupações da região e estão em terceiro lugar, com 44%, seguidos da crise econômica mundial, com 36%, e do aquecimento global, com 29%.

A preocupação com o aumento de preços e a inflação é mais concentrada na Venezuela e Argentina, ficando em segundo lugar nos dois países e perdendo apenas para insegurança e violência. O Brasil não fica fora desta tendência, pois o tema intriga cada vez mais os brasileiros. Em 2010, 35% pontuaram a inflação como sua maior preocupação, já em 2014 este número subiu para 42%, o que mostra que o tema vem ganhando atenção por parte da população.

Este contexto vivido na América Latina acabou impactando o otimismo da população, principalmente quando avaliam a situação do país, que volta a patamares pré-crise em 2008 e 2009. Apenas 47% avaliam que a situação do país está melhor ou igual ao ano anterior.

O cenário econômico

Quando comparado com o cenário mundial, verificamos que a América Latina ficou bem abaixo da média global (3,3%), perdendo de economias avançadas que cresceram mais que a região (1,8%). Segundo o estudo, foi possível analisar que os responsáveis por sustentarem o crescimento foram os países emergentes, que registraram um aumento de 4,4% em seu PIB.

Fatores externos, como os preços mais baixos das commodities, assim como a desaceleração da economia chinesa - um dos principais parceiros comerciais da América Latina - e fatores internos, relacionados à gestão econômica de cada país, influenciaram os resultados na região.

No ano de 2014, o crescimento econômico foi liderado pela Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Equador e Peru, que registraram crescimento entre 4% e 5%. Enquanto isso, as principais economias, como Brasil e México, se mantiveram estáveis, junto ao Chile. Já Venezuela e Argentina foram fortemente afetadas pela inflação e registraram taxas de crescimento negativas.


Qual a expectativa para 2015?

Segundo a pesquisa, o ano de 2015 deve registrar um tímido crescimento na economia da América Latina, porém o esperado é que a recuperação econômica só aconteça em 2016.

Pode-se traçar três diferentes cenários na região, levando em consideração os resultados atuais do PIB e expectativas de crescimento para os próximos dois anos. Entre os países com maiores possibilidades de crescimento está o Peru, a projeção é que seu PIB cresça 5,1% este ano. Na sequência aparecem Chile, com 3,3%, e México com 3,2%. Já na contramão, Venezuela e Argentina se mantém como maiores incertezas dentro da região.

Apesar deste cenário, o consumo dentro do lar cresceu 2,7% em volume e 13,8% em valor na América Latina, mas este último número é muito influenciado pela alta inflação, principalmente na Argentina e Venezuela, não retratando um crescimento no consumo.

Neste contexto, quem melhor se destacou foi o Brasil com crescimento de 5,0% em volume e 15,4% em valor. Outros países como, Bolívia, Chile e também o Brasil, diminuíram o número de visitas ao ponto de venda e apresentaram um aumento nos gastos em cada ocasião de compra para equilibrar o orçamento. A mesma tendência não se mantém em países como Peru, América Central e Colômbia, que foram na contramão, aumentando a frequência de compra com ticket médio menor.

Além disso, 50% dos países reduziram o consumo de alimentos e itens de cuidado pessoal. A cesta de bebidas é a que cresceu em mais países, com destaque para os refrigerantes. A categoria registrou crescimento de 3,7% em volume na Colômbia, 4,1% na Bolívia, 4,6% nos países da América Central e 3,0% no Chile.

Destaque para o Brasil

O Brasil tem a melhor performance da região, apresentando um crescimento em volume acima de 5,0% nas cestas de alimentos, produtos lácteos, cuidado do lar e cuidado pessoal. Entretanto, o país apresentou crescimentos menores com relação a cesta de bebidas, com destaque para cerveja, que cresceu 2,3%, suco pronto para beber, com 1,7% e suco em pó, com, 1,1%.

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