• Novembro de 2017
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Após “efeito-calendário”, vendas no varejo voltam a crescer a partir de março

Diante do "efeito-calendário" que afetou a base de comparação das vendas entre fevereiro de 2015 versus 2014, os associados do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo) apontaram um decrescimento realizado de -2,2% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. A mudança do Carnaval deste ano para fevereiro (ao contrário de 2014, quando foi em março) afetou a base de comparação devido à menor quantidade de dias úteis nesse mês.

Para março, o IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas) projeta crescimento real de 6,36% em relação ao mesmo mês de 2014 (também influenciado pelo "efeito-calendário"). Para abril e maio as projeções de crescimento são de 7,57% e 5,98%, respectivamente, acima das previsões do mercado. Uma das hipóteses é que os associados mantiveram os seus orçamentos, apesar do cenário macroeconômico deteriorado. O IAV-IDV é divulgado 30 dias antes da PMC (Pesquisa Mensal do Comércio), do IBGE, e indica a expectativa dos associados para os próximos três meses.

O segmento de bens não duráveis, que responde em sua maior parte pelas vendas de super e hipermercados, foodservice e perfumaria, apresentou queda de -3,43% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês de 2014, valor abaixo da média do IAV, que foi de -2,28%. Em relação a março, a expectativa é de uma recuperação nas vendas, com crescimento de 5,3%, impactado principalmente pelo "efeito-calendário". Já para abril, a previsão de aumento é de 11,2%, e em maio, 9,5%.

Já o setor de bens semiduráveis, que inclui vestuário, calçados, livrarias e artigos esportivos, ficou acima do IAV de fevereiro, com o fechamento de 4,7% já descontada a inflação, com estimativa de crescimento para março de 8,8%; abril, de 8,4%; e maio, de 6,13%.

Para o segmento de bens duráveis, os associados do IDV divulgaram resultado real de -5,9% em fevereiro. Para março, a expectativa de crescimento é de 6,3%; em abril, de 5,8%; e em maio, de 4,74%.

A inflação de fevereiro medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apontou variação de 1,22% no mês, mesmo patamar que o registrado em janeiro (1,24%). Levando-se em consideração os últimos doze meses, o índice fechou fevereiro em 7,7%. O destaque individual do mês ficou por conta da gasolina, responsável por um quarto do IPCA. Sob esta forte pressão, os gastos com transportes subiram 2,2%, grupo que teve impacto de 0,41p.p. no aumento do IPCA nesse mês. Entre os associados do IDV, o setor que sofre maior pressão da inflação é o de alimentação fora do domicilio, que apontou um crescimento anualizado em fevereiro de 9,81%.

"A previsão do IAV-IDV para o trimestre de 2015 apresentou resultado menor (1,8%) do que o dos últimos três anos em função da mudança do cenário econômico, redução da renda real das famílias e queda relevante na confiança dos consumidores", explica Luiza Helena Trajano, presidente do IDV. Os resultados dos trimestres de 2012, 2013 e 2014 foram de 6,5%, 2,2"% e 5,1%, respectivamente.

Fonte: IDV

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