• Outubro de 2017
Home / Notícias

SP: Faturamento do varejo de materiais de construção recua em 2014

Os resultados alcançados pelo setor no ano passado se mostraram piores do que o imaginado. Estudos do Departamento de Economia do Sincomavi, com base nos dados primários da Secretária Estadual da Fazenda, revelam que o faturamento bruto real do comércio varejista de materiais de construção da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) registrou queda de 6,56% em 2014, em relação ao ano anterior. O trabalho é feito a partir da estratificação das informações de 16 DRTs (Delegacias Regionais Tributárias) do Estado de São Paulo e, para chegar ao desempenho da RMSP, o Departamento de Economia do Sincomavi consolidou desempenho de quatro regiões: São Paulo (capital), ABCD (7 municípios), Guarulhos (12 municípios) e Osasco (19 municípios).

A receita corrente total do varejo de materiais de construção da RMSP, corrigido aos valores de dezembro de 2014, atingiu R$ 20,15 bilhões. Ao contrário do desempenho de 2013, neste ano três das quatro DRTs analisadas registraram recuo da receita corrente de vendas, sendo que na capital, a qual tem mais da metade do faturamento da RMSP, a queda foi de 3,3%. Em Osasco e Guarulhos os desempenhos foram, respectivamente, de -19,2% e -15%. O ABCD foi a única regional com aumento da receita, 0,83%.

No Estado de São Paulo, o total do comércio varejista alcançou faturamento bruto real de R$530 bilhões. Também com valores corrigidos aos preços do último mês de dezembro significa uma queda de 2,8% em relação ao ano passado. Considerando apenas as lojas de materiais de construção, o valor acumulado nos 12 meses é de R$40,3 bilhões, queda de 6,22%. O faturamento do varejo de materiais de construção na RMSP continua representando quase 50% do total do Estado de São Paulo.

Diante de tal quadro, é impossível dissociar o desempenho negativo das vendas do setor de materiais de construção da RMSP dos resultados obtidos pelo comércio no Estado de São Paulo e no País. “2014 foi um ano de recessão para o setor comercial e também para as lojas de materiais de construção”, admite o presidente do Sincomavi, Reinaldo Pedro Correa. No caso destas últimas, reverte-se o desempenho positivo estadual registrado em 2013, quando o faturamento bruto corrente avançou mais de 13%. No caso da RMSP, o crescimento havia sido de 17,5% naquele ano.

A referência da evolução do comércio é o consumo das famílias e o apetite aos novos investimentos por parte do setor privado. Ambos arrefeceram nos últimos três anos e puxaram para baixo os indicadores do varejo. A junção de pressão inflacionária, aumento das taxas de juros e grande incerteza macroeconômica afligem a confiança do consumidor em tomar crédito e consumir. No caso do empresário, a aversão ao risco aumenta, paralisando, assim, sua intenção de ampliar e contratar.

O cenário acima explicitado impediu melhores desempenhos das vendas em 2014. Como espera-se uma recessão econômica à economia brasileira em 2015, reflexo do fortalecimento negativo dos indicadores de consumo e investimento, não há indícios que o desempenho do comércio varejista de materiais de construção caminhe para lado oposto ao do ano passado.

Fonte: Agência IN