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Quarta-feira, 28 de Julho de 2010
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Fusões devem refletir em ganhos para o consumidor, diz entidade de defesa
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Nos primeiros seis meses de 2010, o número de fusões no Brasil cresceu 50%, em relação ao mesmo período do ano passado, segundo revelam dados da SDE (Secretaria de Direito Econômico) do Ministério da Justiça.
Na opinião do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), para o consumidor, as fusões têm um lado positivo e um negativo. Porém, precisam sobretudo preservar as condições de consumo e refletirem-se em ganhos para o consumidor.
“Em um primeiro momento, o consumidor pode sofrer com a menor concorrência. Porém, por outro lado, as fusões podem fortalecer grupos, que terão condições de negociar um volume maior de produtos e oferecê-los com menor preço e mais segurança ao consumidor”, diz a economista da entidade, Ione Amorim.
Números
Entre janeiro e junho deste ano, a SDE recebeu 332 notificações de operações de fusões e aquisições de empresa com atuação no Brasil, contra 207 notificações registradas no primeiro semestre de 2009.
Para a diretora do DPDE (Departamento de Proteção e Defesa Econômica), Ana Paula Martinez, os dados comprovam o reaquecimento da economia e colocam o país mais próximo de um recorde no número de operações de fusões e aquisições registradas ao longo de um ano.
“Isso significa um crescimento de 50%, comparando com as 207 notificações registradas no primeiro semestre do ano passado, o que mostra uma clara recuperação da economia”, ressalta Ana Paula.
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Fonte: Info Money Pessoal
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Tags: Fusões
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