• Setembro de 2017
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MA: Vendas do artesanato maranhense crescem 11,4% em 2014

O dia do Artesão é comemorado nesta quinta-feira (19)e os produtores de artesanato dos municípios da Grande São Luís têm muito a comemorar, pois o segmento cresceu em 2014. Segundo dados levantados pelo Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa no Maranhão (Sebrae-MA), o faturamento cresceu no ano passado 11,4% em comparação com 2013.

Hoje a entidade tem projetos que envolvem artesãos na região metropolitana de São Luís. Ao todo são seis associações - três de São Luís, uma da Raposa, uma de Alcântara e uma de São José de Ribamar - que reúnem 86 artesãos, além de três micro empreendedores individuais.

Para o diretor técnico Sebrae-MA, José Morais, um dos aspectos que ajudaram os artesãos a alcançar o resultado de 2014, foi a participação em ações de alcance nacional, como o projeto “Vitrines Culturais”, desenvolvido durante a Copa do Mundo de 2014, quando cerca de 561 peças foram vendidas. “A qualidade do artesanato Maranhense tem aumentado e os resultados estão vindo”, comentou.

Como resultado do esforço que o Sebrae-MA tem feito na capacitação empresarial dos artesãos, consultoria para melhoria de processos produtivos, de layout e estruturação do negócio levaram o estado a ser o terceiro estado da Federação com maior número de empresas ou associações de artesãos contemplados no Prêmio Sebrae Top 100 Artesanato, que reúne os melhores unidades produtivas de artesanato mais competitivas do país.


PERFIL

No Maranhão, a maioria dos artesões são mulheres, com idades que variam de 30 a 65 anos, tem ensino médio completo, trabalham cerca de sete horas e hoje vivem da sua produção artesanal de cerâmica, biojóias, rendas, objetos de decoração e assessórios feitos com mariscos e fibras vegetais regionais.

Esse é o caso de Marilene Martins, 41, tesoureira da Associação de Rendeiras de Bilro e File da Raposa. Ela trabalha como rendeira desde os 8 anos de idade e a prendeu o ofício com a mãe.

“Seguindo minha mãe que é filha das primeiras fundadoras da Raposa. A venda da renda é para quem pode ter volume de produção e a ideia de ter uma associação é viver sem o atravessador. Estamos praticamente independentes e isso nos fez crescer o faturamento. Hoje temos 220 rendeiras registradas”, contou.

“Hoje vendemos diretamente para consumidor. O objetivo é viver da renda. Para isso estamos produzindo entre 500 e 600 peças mensais. As últimas encomendas foram para um baby chá no Rio e um casamento São Paulo”, completou Marielene.

O contraponto da rendeira é o artesão Fábio Soeiro, que trabalha com pedra e fibras vegetais. Ele é micro empreendedor individual e atendido pelo Sebrae em São Luís. Para ele, a ampliação do faturamento está ligado á visibilidade que o artesanato maranhense tem consegui do nos últimos tempos.

“Estamos próximos ao público consumidor. O Sebrae tem sido o elo de ligação para divulgar do artesanato do estado. Com suas consultorias tem transformado o negócio do artesão. Hoje sou empresário e artesão”, afirmou Soeiro que começou a fazer peças para decorar o seu apartamento e hoje vive do que produz em casa.

Fonte: O Imparcial