• Outubro de 2017
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Maioria das fraudes nas vendas pela internet ocorre quinta de madrugada

Os criminosos que atuam na internet para efetuar compras em sites de vendas com cartões de crédito de terceiros agem com mais frequência durante a madrugada, segundo estudo realizado pela Serasa Experian entre os meses de novembro de 2014 e janeiro de 2015. A maioria das fraudes ocorre entre 1h e 5h. Nesse horário, o dia da semana preferido dos fraudadores é a quinta-feira, quando são registrados mais golpes durante a madrugada.

“Quanto mais um consumidor compra consecutivamente em um mesmo dia, maior o risco de ser uma fraude. Outra evidência que denota alto risco de golpe são cadastros feitos com endereços de e-mail que não contêm nome ou sobrenome do consumidor”, diz Marcelo Kekligian, presidente da unidade de negócios de Decision Analytics da Serasa Experian. Ele recomenda instituir o boleto como forma única de pagamento durante a madrugada.

Prejuízos

Segundo estimativa da Serasa Experian, a maioria das lojas virtuais fecha no Brasil por prejuízos gerados por fraudes. De acordo com a entidade, os golpes online ocorrem com frequência porque, para efetivar uma venda por telefone ou internet com cartão de crédito, o lojista precisa apenas do número, data de validade e código de segurança do cartão. Sem irregularidades verificadas, como notificação de cancelamento, roubo ou perda, a administradora confirma a operação e inicia-se o processo de emissão para o suposto cliente.

Não é praxe usuários consultarem diariamente a fatura do cartão de crédito. Muitos apenas conferem os gastos próximo da data de pagamento. Dessa forma, o não reconhecimento de uma compra por parte do dono do cartão, cujos dados foram usados indevidamente, só ocorre dias depois de despachada a mercadoria. Acionada pelo verdadeiro cliente, a administradora cancelará o crédito do vendedor, procedimento conhecido como chargeback.

Prevenção

Para evitar prejuízos, os especialistas da Serasa Experian recomendam instituir o boleto como única forma de pagamento no período citado; criar histórico das transações que já foram identificadas como fraudulentas e que geraram os chamados chargebacks para impedir que novas compras sejam efetuadas pelo mesmo golpista; checar cadastros feitos com endereços de email que não contêm nome ou sobrenome do consumidor; monitorar compradores muito assíduos, que fazem compras consecutivas em um mesmo dia; utilizar um certificado digital de servidor para garantir que os dados inseridos na transação (como número do cartão, por exemplo) sejam protegidos por protocolos de segurança SSL (Secure Sockets Layer), que estabelecem uma conexão criptografada na transmissão das informações do consumidor.

Fonte: G1