• Novembro de 2017
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Classe C deixa de puxar o consumo no Brasil no primeiro trimestre

Levantamento realizado pela Nielsen sobre o que o consumidor assiste e compra - intitulado “Tendências 1º Trimestre de 2014” – e que investiga as variações de volume, valor e preço de 137 categorias de produtos de consumo de massa, em todas as regiões do país (divididas pela empresa em sete áreas geográficas) mostra que, de um modo geral, apesar de alguns pontos positivos apresentados no cenário econômico como a redução do desemprego (5%), a queda da inadimplência (4,4%) e o aumento da renda real (3%), o brasileiro apresentou uma redução de 2,5% na intenção de consumo no primeiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano anterior. A mudança no comportamento está ligada ao aumento da inflação (2,9%), o comprometimento da renda (0,3%) e o endividamento (4,7%). Diante desse cenário, a classe C é mais afetada em sua vida financeira, pois apresenta, em média, um gasto de 15% superior a sua renda mensal.

- Embora a classe A/B seja quem mais contribuiu para o crescimento em 2014, a classe C ainda é o principal grupo consumidor - ressalta Ilo Souza, analista de mercado da Nielsen.

No primeiro trimestre, o consumidor reduziu as idas aos pontos de venda (3,6%), mas aumentou o tíquete médio gasto (8,2%). Por esse motivo, praticamente todas as cestas analisadas pela empresa apresentaram um crescimento em valor em comparação com o mesmo período de 2013. bebidas alcoólicas (15,6), bebidas não-alcoólicas (6,6%), higiene e beleza (5,3%), limpeza caseira (6,2%), mercearia doce (3,2%), mercearia salgada (4,6%) e perecíveis (15,3%).

- Com o intuito de reagir frente ao aumento de preços e conquistar o bolso do consumidor, algumas marcas investiram em ações para reduzir o preço de seus produtos no PDV - comenta Ilo Souza.

Em geral, duas foram as ações realizadas por fabricantes e varejistas para tornar os produtos mais baratos nas gôndolas: descontos e embalagens promocionais. Entre as categorias que mais investiram em descontos, ganham destaque as cestas de bebidas alcoólicas (83%), bebidas não-alcoólicas (80%), mercearia doce (70%) e higiene e beleza (61%).

Com as embalagens promocionais, os destaques foram principalmente higiene e beleza, bebidas não-alcoólicas e limpeza caseira.

Em mercearia doce, leite condensado e biscoito tiveram o melhor desempenho do trimestre em volume (13,3% e 3,4%, respectivamente). Já em mercearia salgada os destaques foram peixe enlatado (20,7%) e pão (10,4%). Em perecíveis, sorvete se destaca das demais categorias com 35,3%.

O verão contribuiu para o crescimento em volume da cesta de bebidas não-alcoólicas. Energético foi o destaque do período com 34,8%, seguido de água de coco (30,8%) e suco pronto (28,4%). Na cesta de bebidas alcoólicas os destaques vão para o uísque, com 32,2% e cachaça, com 13,6%.

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